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COMUNICAR E ENVOLVER

Uma oficina livre e global de comunicação, nas mais diversas áreas, gerida por António Veríssimo.

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Os Verdes: na próxima segunda-feira a jornada será dedicada ao Ambiente da região

Na próxima segunda-feira dia 28 de maio , o Partido Ecologista Os Verdes realiza um conjunto de iniciativas dedicadas aos problemas ambientais no distrito de Coimbra, com visitas e reuniões com as populações e eleitos locais, onde estarão presentes para além de dirigentes do PEV, a deputada à Assembleia da República, Heloísa Apolónia.

Os Verdes primeiramente deslocar-se-ão a Cantanhede e a Mira para visitar a Estação Elevatória das Cochadas e a Barrinha de Mira, assim como auscultar a população, juntas de freguesia e reunir com a Câmara Municipal de Cantanhede para abordar os problemas ambientais que resultam das debilidades do sistema de saneamento em alta e o respetivo tratamento dos efluentes, da responsabilidade da Águas do Centro Litoral S.A.. Situação esta que afeta áreas classificadas como o sítio da Rede Natura 2000 (Dunas de Mira, Gândara e Gafanhas) .

Ao final da tarde, a delegação de Os Verdes visitará a ETAR do Choupal que tem sobrecarregado o rio Mondego com águas residuais sem o devido tratamento. Por último reunirá com a população de Alcarraques  que sucessivamente se tem queixado de problemas de poluição provocados por uma fábrica de processamento de bagaço (caroço de azeitona), localizada na povoação.

Programa

28 de maio  – Segunda-feira

11.00H – Visita à Estação Elevatória das Cochadas (Tocha-Cantanhede) e auscultação da população e juntas de freguesia sobre as descargas realizadas pela EEC poluindo os cursos de água;

12.00H – Visita à Barrinha de Mira (ponto de encontro estátua do Pescador – Praia de Mira);

15.00H – Reunião com a Câmara Municipal de Cantanhede para abordar as debilidades do sistema de saneamento em alta, nomeadamente as descargas que têm sido realizadas pela EEC;

15.45H – Declarações à Imprensa em frente à Câmara Municipal de Cantanhede;

17.30H – Visita à ETAR do Choupal (Coimbra);

18.30H – Reunião com moradores de Alcarraques (Coimbra) no edifício da Associação Recreativa e Cultural de Alcarraques.

MIRAONLINE

Novo regime de proteção dos trabalhadores a recibo verde entra em vigor a 1 de julho

Foram hoje aprovadas as medidas para reforçar a proteção social dos trabalhadores independentes, como a atribuição mais célere do subsídio de doença e a necessidade de um período mais curto para aceder ao subsídio por cessação de atividade.

Numa comunicação aos jornalistas, o ministro Vieira da Silva considerou que a alteração "mais relevante" ocorre no subsídio de doença a atribuir a estes trabalhadores. Na proteção ao desemprego, considera, também "são introduzidas alterações relevantes", sobretudo no prazo de garantia por cessação de atividade, ajustando-o ao prazo previsto para trabalhadores por conta de outrem.

Em declarações aos jornalistas, o deputado bloquista José Soeiro considera que esta é uma “vitória muito importante dos trabalhadores a recibos verdes”, lembrando que este é o resultado de “mais de dois anos de negociações” entre o Bloco de Esquerda e o Partido Socialista e de uma mobilização dos trabalhadores independentes. 

“É uma vitória importante dos trabalhadores a recibo verde porque reforça a sua proteção social, passa a permitir que pelo menos trinta mil trabalhadores passem a ter acesso ao subsídio de desemprego quando não tinham”, afirmou José Soeiro. De igual modo, "há também uma alteração importante na proteção na doença que era a partir do 30.º dia e que passa a ser possível para os trabalhadores independentes a partir do 10.º dia".

Estas alterações na proteção social dos trabalhadores a recibo verde vêm no seguimento de um novo regime de contribuições, uma mudança no modo de desconto para a Segurança Social, que já fora aprovado com o orçamento de estado que entrou em vigor no início deste ano e que terá efeitos no último trimestre de 2018. Este deixa assim de ser um desconto anual desfasado dos rendimentos para passar a ser um desconto em função dos rendimentos dos últimos três meses. Há igualmente “uma descida da taxa de contribuição dos trabalhadores independentes de cerca de 8% e um aumento” para as entidades contratantes. 

ESQUERDA

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Livro “Morrer com dignidade - a decisão de cada um” foi apresentado na quarta-feira

Perante uma audiência que contou com vários quadrantes políticos, a apresentação esteve a cargo de Ana Jorge, José Eduardo Martins e Gilberto Couto.

Rui Couceiro, editor da Contraponto, chancela da Bertrand responsável pela publicação da obra, começou por ler uma nota escrita por João Semedo, organizador da obra e ex-coordenador do Bloco de Esquerda, que não pôde estar presente por motivos de saúde, agradecendo-lhe pelo esforço em prol do planeamento e da publicação da obra em “tempo recorde”.

Ana Jorge considerou que “esta discussão vem dar mais atenção aos cuidados paliativos, coloca-os na discussão pública”. “Considero que a morte assistida tem de ser bem regulada e acompanhada.”, afirmou, antes de dizer à plateia que “acompanhar este livro foi de enorme enriquecimento pessoal e profissional”. “Penso que, aconteça o que acontecer, a sociedade não vai ficar igual e esta obra é um contributo para o exercício da cidadania e para o respeito da dignidade humana”, terminou.

José Eduardo Martins começou por agradecer ao João Semedo, “materializado neste livro, mas sobretudo neste processo, numa causa de cidadania”. “Este livro não é neutro, é feito por pessoas que acreditam que este problema merece ser tratado pela sociedade, que tem os seus representantes, os deputados na Assembleia da República” e que este assunto não deve ser “matéria de referendo”. “O fim da vida implica também a dignidade de negar a sedação, esse fim de vida merece ser determinado pela minha vontade, e quem ajuda não deve ser preso por isso”, afirmou.

Gilberto Couto, em representação do movimento “Direito a morrer com dignidade”, terminou por fazer uma referência a duas das pessoas que fundaram o movimento: Laura Ferreira dos Santos, filósofa, e João Ribeiro Santos, médico, entretanto falecidos.

ESQUERDA

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LIVRE APOIA GREVES NA SAÚDE E DEFENDE UM SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE VIVO E SAUDÁVEL

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Em abril e maio os trabalhadores do Serviço Nacional de Saúde (SNS) – os técnicos superiores, os assistentes técnicos, os enfermeiros e os médicos – fizeram greve, estando ontem e hoje a  decorrer a greve dos técnicos de diagnóstico e terapêutica.

Todas estas greves têm origem no subfinanciamento e no desinvestimento crónicos no sector da saúde dos últimos anos, resultantes de políticas recessivas e austeritárias. Estas políticas conduziram ao corte nos rendimentos, ao aumento da jornada de trabalho, à degradação das condições de trabalho e à desvalorização dos profissionais do SNS.

Apesar do renascer da esperança, quer na sociedade quer entre os profissionais, trazido pelo  entendimento da esquerda parlamentar após as eleições em 2015, as políticas assentes nos argumentos de que “não há dinheiro” e de que “não há outro caminho” não foram ainda verdadeiramente revertidas.

O regresso das 35h de trabalho semanais para os profissionais que em 2013 viram o seu horário alargado para 40h, sem aumento correspondente de ordenado, e a progressiva eliminação dos cortes nos ordenados são medidas que o LIVRE aplaude.  No entanto, o pouco que foi feito não chega, é necessário fazer muito mais.

É  gritante a falta de profissionais em todo o SNS – desde os centros de saúde aos grandes hospitais. De forma a colmatar as falhas existentes e aliviar a carga que sofrem todos aqueles que hoje trabalham no SNS, é urgente e prioritário que se proceda à abertura de concursos para a colocação de profissionais em todas as categorias.

Nos centros de Saúde e Unidades de Saúde Familiar, que devem ser a verdadeira porta de entrada do sistema de saúde, deve ser proporcionado um acompanhamento baseado na promoção da saúde e na prevenção da doença. Para tal é imprescindível que existam equipas multidisciplinares funcionais, compostas por assistentes técnicos e operacionais, dentistas, enfermeiros, médicos, nutricionistas e psicólogos nas quantidades adequadas às necessidades das populações.

Nos hospitais é essencial combater a má gestão e o desperdício e garantir os recursos materiais e humanos necessários para fazer face às necessidades dos seus profissionais e dos seus utentes.

O governo aparenta estar refém de uma inércia que o impede de estancar a destruição do Serviço Nacional de Saúde. Esta inércia  tem consequências desastrosas, sobretudo para a saúde dos cidadãos, mas também para a saúde e para o desempenho dos profissionais do SNS, que se encontram cansados e desmotivados.

Nesta semana, em que assistimos à perda de António Arnaut, a quem o país deve a criação do SNS, o LIVRE manifesta a sua solidariedade para com as greves dos profissionais de saúde e apoia a sua luta pelo SNS, pela dignidade e pela justiça laboral dos seus profissionais e pela justa e igualitária prestação de cuidados de saúde aos portugueses.

LIVRE

Julio Pomar partiu, a cultura empobreceu mais uma vez

Júlio Pomar, um Importante e multifacetado artista plástico português, com obra feita nas mais diferentes vetentes, Pomar pertencia à terceira geração de modernistas. Tinha 92 anos e estava internado há algum tempo. Em comunicado, a Câmara Municipal de Lisboa, cidade de que era natural, lamentou “profundamente o desaparecimento” do “nome maior da pintura modernista” portuguesa.

Júlio Artur da Silva Pomar nasceu a 10 de Janeiro de 1926, em Lisboa. Em criança, era introvertido e muito metido consigo próprio, refugiando-se “no gosto e na prática quase excessiva do desenho”, como confessou ao Diário de Notícias em 2016. Não foi por isso de estranhar a decisão de prosseguir os estudos artísticos, fazendo a primeira parte da sua formação na Escola António Arroio. Foi aí, na escola de artes lisboeta, que conheceu Marcelino Vespeira, Mário Cesariny, Fernando de Azevedo, Pedro Oom, José Gomes Pereira e Artur Cruzeiro Seixas, entre outros, que se haviam de afirmar como alguns dos mais importantes artistas portugueses da primeira metade do século XX.

Depois da António Arroio, seguiu-se, naturalmente, a Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, para onde entrou em 1942. Era então aluno da instituição quando lhe compraram o primeiro quadro, Os Saltimbancos.
A oportunidade surgiu depois de uma exposição que fez com colegas no ateliê que partilhavam na Rua das Flores, mesmo ali ao lado. E o comprador foi José de Almada de Negreiros, que fez questão de expôr a pintura ao público no VII Salão de Arte Moderna do Secretariado de Propaganda Nacional.

Dois anos depois da entrada para as Belas-Artes de Lisboa, decidiu mudar-se para o Porto, devido à descriminação de que eram alvo os ex-alunos da António Arroio. Começou a frequentar a Escola de Belas-Artes portuense, travando conhecimento com o grupo de Fernando Lanhas, Júlio Resende e Amândio Silva, responsável pelas chamadas “Exposições Independentes”. Apesar da sua formação superior, Pomar costumava dizer que aprendeu mais com Velázquez do que com qualquer professor, lembra o Diário de Notícias.

Em 1945, tornou-se responsável pela página semanal “A Arte”, do diário A Tarde, do Porto, mas foi com a obra Gadanheiro que começou a chamar a atenção. Realizada na sequência da participação na IX Missão Estética de Férias em Évora, no mesmo ano, a pintura foi exposta na Sociedade Nacional de Belas Artes, em Lisboa, arrancando fortes elogios a Mário Dionísio, talvez um dos primeiros a notar em Júlio Pomar “um grande pintor”.
Dois anos depois, Pomar realizou a primeira exposição individual, no Porto. O reconhecimento, porém, seria de pouca dura: depois de se juntar às Juventudes Comunistas, ainda em 1945, e de fazer parte, no ano seguinte, do MUD Juvenil, Júlio Pomar foi preso pela PIDE, em 1947.
Apesar da prisão, algumas das suas obras neorrealistas mais emblemáticas, como Almoço do Trolha ou Resistência, chegaram a ser expostas na Exposição Geral de Artes Plásticas desse ano. Mas os frescos que pintou para o Cinema Batalha, no Porto, não teriam a mesma sorte: o trabalho, realizado entre 1946 e 1947, foram eliminados já depois da inauguração pela polícia política, em 1948. Hoje, porém, “é reconhecida a importância da sua fase neorrealista, em que a arte assume a forma de protesto social”, como salienta a Câmara Municipal de Lisboa na nota de pesar, emitida ao final da tarde desta terça-feira.

Depois da prisão, ao lado de Mário Soares, de quem era amigo, Pomar passou a viver sobretudo da ilustração, de trabalhos decorativos e em cerâmica, colaborando em publicações com ligações ao movimento neo-realista. Como lembra a informação disponível no site da Fundação Calouste Gulbenkian, até 1979, apenas uma obra sua foi comprada pelo Estado, por intermédio de Diogo de Macedo — Menina com Galo Morto. O ponto final da fase neorrealista coincide com a mudança para Paris, cidade onde Pomar se instalou definitivamente a partir de 1963 e onde foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, entre 1964 e 1966.

Nesta nova fase, a obra de Pomar evolui para ‘um novo figurativismo’, sob influência da pintura do pós-guerra”, refere a Câmara de Lisboa. “Emblemática” foi também, segundo a autarquia, a sua participação numa mostra dedicada ao quadro de Ingres, Le Bain Turc, organizada pelo Museu do Louvre, em 1971. Sete anos mais tarde, foi organizada em Lisboa a primeira exposição retrospectiva do artista, pela Fundação Gulbenkian, onde foi possível apreciar “as obras mais paradigmáticas de uma multifacetada carreira”, onde “pontuam o protesto, o erotismo, o fado e a tourada, a literatura, a mitologia e os retratos”. O seu reconhecimento não parou de aumentar nos anos seguintes.

No ano de 2004, foi condecorado pelo então Presidente da República, Jorge Sampaio, com a Ordem da Liberdade. Entre as homenagens que recebeu, destacam-se também o grau de Doutor Honoris Causa, atribuído pela Universidade de Lisboa, e a Medalha Municipal de Honra, pela Câmara de Lisboa. Júlio Pomar foi também o único pintor português que, em vida, teve uma obra “Classificada” pelo Estado português: o Almoço do Trolha.

O ano que foi condecorado por Sampaio marcou uma nova fase na carreira do artista, com a abertura do Atelier-Museu Júlio Pomar, instalado num edifício perto da sua residência em Lisboa. O acervo de cerca de 400 obras de pintura, escultura, desenho, gravura, serigrafia e artes decorativas, foi depositou no museu monográfico dedicado à sua obra: o Atelier-Museu Júlio Pomar, fundado pela Câmara Municipal de Lisboa e aberto ao público em 2013, num edifício do século XVII alvo de uma reabilitação da autoria do arquiteto Siza Vieira, amigo do pintor.

Um dos artistas mais conceituados do século XX português, Júlio Pomar deixa uma obra marcada por várias estéticas — que vão desde o neorrealismo ao expressionismo, passando pelo abstracionismo — e uma profusão de temáticas abordadas. Apesar de se ter dedicado sobretudo à pintura e desenho, o artista plástico realizou também trabalhos de gravura, escultura e assemblage, ilustração, cerâmica e vidro, tapeçaria, cenografia para teatro e decoração mural em azulejo, como mostra o acervo doado ao Atelier-Museu com o seu nome. Nos últimos anos de vida, o artista dedicou-se também à poesia e à música.
Para Marcelo Rebelo de Sousa: a “cultura portuguesa fica muitíssimo mais pobre

Um “inovador e criativo irreverente”. Foi assim que o Marcelo Rebelo de Sousa descreveu o pintor Júlio Pomar, considerando que a cultura portuguesa ficou “muitíssimo mais pobre” com a morte do artista.

Questionado pelos jornalistas, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, o chefe de Estado descreveu Júlio Pomar como “um inovador e criativo irreverente, profundamente rebelde”, que “esteve sempre à frente do seu tempo” e “marcou boa parte do século XX, marcou a transição para o século XXI” em Portugal, “mantendo-se sempre jovem”. “Devemos a Júlio Pomar a abertura de Portugal ao mundo e a entrada do mundo em Portugal, desde logo, durante a ditadura, não apenas como pintor, não apenas como desenhador, mas como grande personalidade da cultura”, afirmou o Presidente.

nterrogado sobre qual a melhor homenagem que o país lhe pode prestar, o Presidente respondeu ter “a certeza de que o Governo português não deixará de propor o luto nacional correspondente”. “Além disso, certamente que o Governo português irá meditar numa forma de o homenagear tal como ele gostaria, de uma forma não clássica, não conservadora, não tradicional. Mas progressista e virada para o futuro”, acrescentou.

O presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, também já reagiu à morte de Júlio Pomar, uma “imensa perda” para a cultura portuguesa. “Foi um artista maior no Portugal contemporâneo. Um artista profundamente envolvido com o seu tempo e com o seu país”, defendeu Ferro Rodrigues, para quem Júlio Pomar se foi também um cidadão “empenhado no combate à ditadura e na causa da democracia”. “Um artista multifacetado que sabia inspirar o grande público e também por isso deve servir de inspiração às novas gerações. Sem dúvida uma imensa perda para a cultura portuguesa”, sublinhou ainda.
Ministro da Cultura: “Júlio Pomar era um símbolo das artes e do conhecimento”

Em comunicado, o ministro da Cultura, Luís Filipe de Castro Mendes, lamentou “profundamente a morte de Júlio Pomar”, um “artista extraordinário e uma figura incontornável na cultura e na história das artes visuais portuguesas”. “O país está grato pelo legado incomensurável que nos deixa e pela capacidade de nos inspirar através da sua vida e da sua obra”, refere a nota enviada ao início da noite desta terça-feira.

A sua liberdade, a do pensamento, a da ação e a da criação, e a capacidade única de se traduzir para o mundo eram condição da sua existência. Com uma linguagem e um universo próprios, construídos ao longo de uma vida, Júlio Pomar foi um artista total, que marcou várias gerações e inscreveu a sua arte nos diversos momentos políticos do país. Num gesto natural e espontâneo, Júlio Pomar era um símbolo das artes e do conhecimento, que transmitia com a mesma simplicidade com que nos comovia“, referiu Luís Filipe Castro Mendes, salientando que Pomar “soube sempre projectar-se na intemporalidade”. Era “um mestre no qual repousa uma enorme sabedoria e um amor eterno pela vida e pelas artes”.
Bloco de Esquerda destaca “figura gigantesca da arte contemporânea portuguesa

Em declarações à Agência Lusa, o deputado do Bloco de Esquerda (BE) Jorge Campos sublinhou que o artista “não é apenas um grande artista português, mas também um artista universal”. “Júlio Pomar é uma figura gigantesca da arte contemporânea portuguesa e alguém que manteve uma atividade permanente de diálogo com a realidade na qual se insere“, afirmou o deputado, membro da comissão parlamentar de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto.

Para Jorge Campos, a morte do artista plástico “naturalmente que é uma grande perda, mas o seu legado, tal como a sua figura, é igualmente gigantesco”. “Esta obra que nos fica vai seguramente continuar a permitir-nos interpelá-lo e interpelarmo-nos em função daquilo que ele nos deixa e que é uma reflexão muito profunda sobre aquilo que somos — quem somos, onde estamos e para onde queremos ir”, observou.

De acordo com o deputado do BE, “desde muito novo” que Pomar “conviveu com grandes vultos da cultura contemporânea portuguesa”. “Depois vai para o Porto — suponho que em 1944 — e aí integra um grupo muito irreverente, o chamado grupo dos independentes, onde convive com artistas de grande notoriedade, como o Nadir Afonso, Júlio Resende e sobretudo do Fernando Lenhas, de quem ele era muito amigo”, contou.
A atenção que o artista plástico dedicou “ao real naturalmente que se cruza com os caminhos do neorrealismo”, sublinhando o bloquista o facto de Pomar ter sido “um cidadão muito activo e politicamente muito empenhado, que inclusivamente conheceu as prisões do fascismo”.

ZITA FERREIRA BRAGA

HARDMÚSICA

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Sortelha é uma aldeia em festa no fim de semana de 01 e 02 de Junho

Beijo Sem Fim" é o terceiro evento do ciclo "12 em Rede | Aldeias em Festa", com os visitantes a serem recebidos pelos moradores, com cantos e contos, gastronomia, visitas encenadas, oficinas e sobretudo muita alegria e animação.

 

Nos dias 01 e 02 de Junho a aldeia de Sortelha receberá o actor Ruy de Carvalho e o cantor João Só que participarão numa festa que promete.

As Aldeias Históricas de Portugal têm uma programa que até Dezembro apresenta uma série de iniciativas que espantarão quem as visitar.

A festa em Sortelha tem como tema base a Lenda do Beijo Eterno, uma lenda que tem como base as duas rochas que estão à entrada da aldeia, do concelho do Sabugal.

Os visitantes terão a oportunidade de estar com os residentes nas suas hortas e quintas vivendo o seu dia a dia e conhecendo os seus hábitos e costumes.

As portas das casas abrem-se aos visitantes que terão assim oportunidade de conhecer a vida na aldeia e ainda de ter conhecimento de hábitos e costumes antigos.

Haverá também espaço para a gastronomia, a música e sobretudo para a Festa.

A iniciativa "Beijo sem Fim" é o terceiro capítulo do ciclo de eventos “12 em Rede | Aldeias em Festa”, levando mais uma vez a cultura e a animação às 12 Aldeias Históricas de Portugal.

Para os que quiserem prolongar a estadia na região há um pacote especial de alojamento.

Programa completo do evento Beijo sem Fim:

Sexta, 01 de Junho

18:00 – “Quem Sabe Faz…”: Mostra de bracejo e de produtos locais.

19:00 – Inauguração da Exposição “Noivos de Sortelha”: Retratos das tradições do namoro

e casamento em Sortelha.

20:00 – Gastronomia: “Em Casa Cheia Depressa se Faz a Ceia” - Refeição comunitária orientada por um chef.

21:30 – Visita Encenada pelas Ruas de Sortelha: “Retratos da Aldeia” - Tradições do namoro e das bodas e lenda do Beijo Eterno.

22:30 – Espectáculo “Poesia do Beijo”: Trovas Canções, com Ruy de Carvalho.

Sábado, 02 de Junho

10:00 – “Quem Sabe Faz…”: Mostra de bracejo e de produtos locais.

10:00 – Animação de Rua: “Um Jogador Acha Outro”

10:30 – “De Manhã é que se Começa o Dia”. Experiências orientadas: “A Arte de Entrelaçar” (experiência da apanha do bracejo); “Aromas de Sortelha” (experiência da recolha de ervas aromáticas e medicinais); “Cada Cor Seu Paladar” (experiência da recolha de ovos e lenhas para o forno).

13:00 – “Haja Fartura Que a Fome Ninguém a Atura”: Menu Aldeias Históricas de Portugal nos restaurantes locais aderentes.

14:30 – Experiências Orientadas: “Quem Pergunta Quer Saber, Quem Procura Quer Achar”

14:30 – Oficina de Bracejo “A Arte de Entrelaçar”

15:30 – Oficina de Ervas Aromáticas e Medicinais “Aromas de Sortelha”

16:30 – Oficina de Pão Leve (pão de ló) “Cada Cor Seu Paladar”

17:30 – Piquenique Amoroso “Guardado Está o Bocado Para Quem o Há-De Comer”

18:30 – Música e Animação de Rua “Quem Entra na Roda, Tem de Dançar”: Danças e cantares tradicionais.

20:00 – “Haja Fartura Que a Fome Ninguém a Atura”: Menu Aldeias Históricas de Portugal nos restaurantes locais aderentes.

21:30 – Visita Encenada “Retratos da Aldeia”: Tradições do namoro e das bodas e lenda do Beijo Eterno.

22:30 – Música ao Vivo: “O Amor É Um Som Que Reclama Um Eco”, com João Só, “O Bom Rebelde”

As refeições comunitárias (Jantar de Sexta-feira e piquenique de Sábado) e as oficinas estão sujeitas a inscrição prévia obrigatória, para 271 750 080 (Museu do Sabugal). Cada experiência orientada tem também inscrição obrigatória e um limite máximo de 12 pessoas.

Depois de Sortelha, continuam os eventos do ciclo “12 em Rede | Aldeias em Festa” nas restantes Aldeias Históricas de Portugal. Em Linhares da Beira (13 a 15 de Julho), Marialva (20 a 22 de Julho), Castelo Novo (27 a 29 de Julho), Castelo Rodrigo (31 de Agosto e 01 de Setembro), Castelo Mendo (14 e 15 de Setembro), Trancoso (05 a 07 de Outubro), Idanha-a-Velha (01 a 04 de Novembro), Monsanto (09 a 11 de Novembro) e, finalmente, Belmonte (07 a 09 de Dezembro).

ZITA FERREIRA BRAGA

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PRÉMIO “HERÓI MUNDIAL DA LIBERDADE DE IMPRENSA” PARA RAFAEL MARQUES

O jornalista angolano Rafael Marques de Morais foi nomeado como o 70º Herói Mundial da Liberdade de Imprensa, prémio atribuído pelo Instituto Internacional da Imprensa (IPI), indicou hoje a organização.

Em comunicado, o IPI realça que Prémio Herói Mundial da Liberdade de Imprensa homenageia jornalistas que deram uma contribuição significativa para a promoção da liberdade de imprensa, particularmente em face de elevado risco pessoal.

Segundo o IPI, Rafael Marques, também activista dos direitos humanos e “persona non grata” para o MPLA/Estado , “tem enfrentado décadas de assédio e processos jurídicos ao revelar a corrupção e os abusos de direitos humanos em Angola”, estando prevista a entrega do prémio a 22 de Junho próximo em Abuja, na Nigéria, durante o Congresso Mundial e a Assembleia geral da instituição.

Nos últimos quatro anos, a distinção tem sido atribuída pelo IPI, em parceria com o International Media Support (IMS) de Copenhaga (Dinamarca).

A directora executiva do IPI, Barbara Trionfi, saudou Rafael Marques pela sua dedicação à procura da verdade num ambiente implacável para a liberdade de imprensa.

“Apesar da repressão sistemática dos meios [de comunicação social] independentes em Angola, Rafael Marques tem conseguido – correndo grande risco pessoal – fazer incidir uma luz no abuso de poder ao nível mais elevado com coragem e persistência”, argumentou Barbara Trionfi.

“Através dos seus artigos, livros e pesquisa, o senhor Marques tem levado a cabo o tipo de jornalismo de vigilância que os meios controlados pelo Estado do país não conseguem concretizar, proporcionando um serviço essencial ao público angolano e à comunidade internacional”, acrescentou.

Barbara Trionfi lamentou um processo judicial em curso contra Rafael Marques, em que, com mais um colega, Mariano Brás Lourenço, enfrentam acusações de insultos a uma autoridade pública num artigo de 2016 que examina uma transacção imobiliária envolvendo o então Procurador-Geral da República de Angola, general João Maria de Sousa.

Se forem condenados, ambos enfrentam até quatro anos de prisão, lembrou, mas o caso está também dependente de uma possível reforma democrática em Angola sob o governo do presidente João Lourenço, que sucedeu a José Eduardo dos Santos em 2017.

“Angola deve acabar com o seu assédio ao senhor Marques e a todos os jornalistas em Angola. Se o Presidente Lourenço levar a sério a mudança, deve permitir que floresçam meios críticos e independentes”, alertou.

Rafael Marques é o primeiro Herói Mundial da Liberdade de Imprensa do IPI de Angola, e o terceiro de língua portuguesa, depois do português Nuno Rocha e do brasileiro Júlio de Mesquita Neto.

Licenciado pela Goldsmiths, Universidade de Londres e pela Universidade de Oxford, Rafael Marques recebeu anteriormente o Prémio Allard para Integridade Internacional e o Prémio de Coragem Civil da Fundação Train, entre outros prémios.

“Rafael Marques iniciou em 1992 a sua carreira como repórter no órgão estatal Jornal de Angola, antes de ser demitido devido à sua determinação em desviar-se da linha traçada pelo então presidente angolano, José Eduardo dos Santos, que governou a antiga colónia portuguesa com mão-de-ferro entre 1979 e 2017”, lê-se no comunicado.

Em 2008, depois de anos a escrever para meios independentes em Angola e de ter sido o autor de numerosos relatórios sobre violações de direitos humanos, o jornalista fundou o site Maka Angola, que elabora trabalhos de investigação sobre corrupção envolvendo líderes com posições de destaque nas esferas da política, negócios e militar de Angola.

“Grande parte do trabalho de Marques tem-se concentrado na gestão cleptocrática dos recursos naturais em Angola, cujas vastas reservas de petróleo e minerais enriqueceram uma pequena elite governante enquanto milhões permanecem na pobreza”, refere o IPI.

A instituição lembra também que a obra de Rafael Marques mais conhecida internacionalmente, o livro “Diamantes de Sangue: Corrupção e Tortura em Angola”, de 2011, detalhou alegações de homicídio, agressão, detenção arbitrária e deslocamento forçado de civis com relação à lucrativa indústria de mineração de diamantes do país.

Depois de um grupo de altos generais angolanos mencionados no livro ter apresentado queixa, Rafael Marques recebeu novamente uma sentença suspensa de seis meses por difamação.

No início dos anos 2000, Rafael Marques também reportou a corrupção e os alegados abusos militares na província de Cabinda, rica em petróleo, que abriga um movimento separatista de longa data – Frente de Libertação do Estado de Cabinda — Forças Armadas de Cabinda (FLEC-FAC).

Na edição de 2017, o galardão foi atribuído ao jornalista e bloguer etíope Eskinder Nega, que passou quase seis anos na prisão sob acusações fraudulentas de terrorismo, tendo sido libertado em Fevereiro deste ano.

O International Press Institute (IPI) é a mais antiga organização mundial dedicada à promoção do direito à informação, constituindo uma rede global de jornalistas e editores que trabalha para salvaguardar a liberdade de imprensa e promover a livre circulação de notícias e informação, bem como a ética e o profissionalismo.

FOLHA 8

LUSA

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Festival do Atlântico chega a 9 de junho à Madeira

O Festival do Atlântico chega à Madeira a 9 de junho. O evento vai receber quatro espectáculo pirotécnicos até ao final de junho. No cartaz está ainda incluída a Feira Regional do Pão, o Festival Raízes do Atlântico, a Semana Regional das Artes, e as Festas dos Santos Populares.

Os espectáculos pirotécnicos estão marcados para 9, 16, 23, e 30 de junho, a partir das 22h30, e são um dos pontos altos do Festival do Atlântico.

O festival inclui ainda a Feira Regional do Pão que vai contar com a animação de vários grupos folclóricos, o Festival Raízes do Atlântico, que se realiza-se entre 14 e 16 de junho, e já tem confirmada a presença de Rosa Soares, Brigada Vitor Jara, Lura, e Xarabanda.

A Semana Regional das Artes e as Festas dos Santos Populares estão também integradas no Festival do Atlântico.

O Festival do Atlântico marca o início da época de verão na Madeira.

ECONÓMICO MADEIRA

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SONS DA TERRA: apontamentos musicais na rota dos geossitios

Durante o mês de junho, alguns dos mais emblemáticos geossítios do Arouca Geopark irão acolher as melodias dos ‘Sons da Terra’. ‘Sons da Terra: apontamentos musicais na Rota dos Geossítios’ é uma iniciativa que pretende aliar a geodiversidade deste geoparque aos diferentes instrumentos musicais.

Saxofones, Clarinetes, Violinos, Guitarras e Flautas são os instrumentos que irão interpretar a musicalidade de diversos sítios de interesse geológico, que integram a Rota dos Geossítios, como a Frecha da Mizarela, o Museu das Trilobites, a Casa das Pedras Parideiras e o Detrelo da Malhada.

Esta iniciativa é da responsabilidade da AGA – Associação Geoparque Arouca, da Academia de Música de Arouca e do Município de Arouca, e integra a Semana Europeia de Geoparques 2018.

  

06 junho | 16h30

 

Audição de Saxofones

:: Geossítio Frecha da Mizarela

 

08 junho | 14h30

Audição de Clarinetes

:: Geossítio Museu das Trilobites

 

13 junho | 10h30

Audição de Violinos e Guitarras

:: Geossítio Casa das Pedras Parideiras

 

22 junho | 14h30

Audição de Flautas

:: Geossítio Detrelo da Malhada 

AROUCA GEOPARK

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