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COMUNICAR E ENVOLVER

Uma oficina livre e global de comunicação, nas mais diversas áreas, gerida por António Veríssimo.

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17.07.18

CONCEPTIMMO PORTUGAL ABRIU EM MIRA

antónio veríssimo

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Abriu em Mira, no passado dia 16 de julho, a Conceptimmo Portugal, uma imobiliária que aposta na diferença.

Situada na Rua Teófilo Braga, nr. 93, a loja tem como proprietário Levi Jorge Santos que regressa ás origens depois de mais de uma dezena de anos dedicado a este tipo de negócio em França.

A aposta em Mira acontece porque ele sente, conforme nos confidenciou, que “esta região tem futuro” dado que “outras regiões, sobretudo nos grandes centros, estão a ficar saturadas” e, pelo que sabe, “há muitos estrangeiros, sobretudo franceses, a procurar Mira para comprar e (ou) alugar casas”.

De qualquer modo, depois de Mira, este empresário tem como objectivo abrir outra loja desta marca em Albufeira.

 

03.07.18

Tribunal dá razão à PALP e impede ENI/Galp de fazer prospeção de petróleo ao largo de Aljezur

antónio veríssimo

O consórcio ENI/Galp está impossibilitado de realizar trabalhos de prospeção de petróleo, ou gás, ao largo de Aljezur, depois de o Tribunal Administrativo de Loulé ter dado razão à contestação que a Plataforma Algarve Livre de Petróleo (PALP) entregou no dia 24 de Maio.

A PALP tinha contestado a Resolução Fundamentada dos Ministérios do Mar e da Economia, que havia levantado os efeitos da Providência Cautelar.

«O Tribunal Administrativo de Loulé, por despacho de 29/06/2018, considerou que os interesses invocados pelos ministérios do Mar e da Economia são interesses económicos e de cumprimento contratual, pelo que confirmou a ineficácia dos actos de execução que o consórcio ENI/Galp entretanto realizaram», diz a PALP em comunicado.

 

Isto significa que a Providência Cautelar que havia sido interposta pela PALP está novamente em vigor e que «o consórcio ENI/Galp não pode executar trabalhos de nenhuma ordem», conclui.

SUL INFORMAÇÃO

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02.07.18

Turismo de Portugal liberta um milhão para recuperar e valorizar Aldeias do Xisto

antónio veríssimo

Regenerar e revitalizar todo o território das 27 Aldeias do Xisto que foram afectadas pelos incêndios de 2017, através da disponibilização de um milhão de euros no âmbito da Linha de Apoio à Valorização Turística do Interior do Programa Valorizar, é o objectivo do contrato assinado entre o Turismo de Portugal e a ADXTUR, durante uma cerimónia na Aldeia de Xisto de Álvaro, em Oleiros, que contou com a presença da Secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho.

 

Os projectos aprovados consistem, nomeadamente:na regeneração agroflorestal com a aquisição de 4.455 árvores, na Defesa das Aldeias do Xisto que inclui as faixas secundárias de gestão de combustível; , na implementação de áreas de imersão e diversificação de atividades, por exemplo, percursos sensoriais, observatórios, acolhimento infantil, painéis interpretativos e leitores de paisagem, requalificação dos espaços públicos que visa dotar as Aldeias de novo mobiliário urbano, sinalética e painéis informativos, bem como proceder a rearranjos urbanísticos,requalificação de dois fornos comunitários na Aldeia de Sobral de São Miguel; obras de requalificação na Escola de Pesca na Aldeia de Álvaro; obras de requalificação na Casa da Memória na Aldeia das Dez; obras de requalificação na Casa dos Sabores na Aldeia de Pedrógão Pequeno; obras de requalificação na Escola do Mel na Aldeia de Janeiro de Baixo.

Para a Secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, “este é um projecto muito importante para a recuperação das Aldeias do Xisto que foram afetadas pelos incêndios do ano passado, e que também contribui para dinamizar a atividade turística nestas 27 aldeias, que são um exemplo marcante do que de mais genuíno temos no nosso país”.

ZITA FERREIRA BRAGA

Jornal HARDMÚSICA

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25.06.18

O trabalho vai dar que pensar em Setembro

antónio veríssimo

Entre 14 e 16 de Setembro, o Encontro da Fundação vai trazer a Lisboa música, teatro, documentários, debates e workshops relacionados com o tema do trabalho.Conheça o programa completo e reserve já o seu lugar antes que esgote: o bilhete para 3 dias tem um preço de 30€ (10€ para estudantes) e o diário tem um preço de 20€ (5€ para estudantes). Seja bem-vindo/a ao debate!

 Dois convidados especiais do Encontro são Jimmy Wales, co-fundador da Wikipédia, e o antropólogo Jared Diamond. Wales vai falar de Conhecimento e inteligência colectiva e Diamond vai recordar como foi O mundo até ontem.

Noutra sessão, os economistas Jean Pisani-Ferry, Juan Dolado e Luis Garicano vão debater O Estado Social nos tempos da Uber, com moderação de Pedro Magalhães. O também economista David Autor vai juntar-se ao poeta IN-Q numa discussão sobre A corrida entre o Homem e a máquina. Tema próximo levará o economista Sérgio Rebelo ao palco: O impacto da automatização do trabalho. Por sua vez, os especialistas de robótica Arlindo Oliveira, Luís Moniz Pereira e Norberto Pires vão debater ética: deveria haver Um código de conduta para os robots?

Martha Bailey vai elencar Novas promessas para as novas gerações no que toca ao mundo do trabalho e, noutro painel, Bruno Mota e Marta Lopes Maia vão trazer a perspectiva de quem trabalha na área dos recursos humanos: Uma vida. Várias carreiras? No Encontro haverá também uma discussão sobre a importância das artes (A arte é o último reduto do Humanismo?) com Ana Padrão, Leonel Moura e Pedro Gadanho.
No dia 15 vai haver também um Trabalho de Grupo, em que o público poderá conversar directamente com cada uma de 15 figuras reconhecidas pelo seu percurso profissional, académico ou artístico: Carlos Fiolhais, Carlos Tê, David Dinis, Djaimilia Pereira de Almeida, Gonçalo M. Tavares, João Falcato, Johnson Semedo, José Pedro Cobra, Maria Manuel Mota, Miguel Araújo, Miguel Santo Amaro, Nuno Artur Silva, Ricardo Ribeiro, Rita Nabeiro e Zita Martins.
Vamos ainda exibir os documentários Os Dias Contados e Fora da Vida(vencedor do Festival IndieLisboa e distinguido com vários prémios internacionais) e dar palco à peça de teatro 112 – O Jantar Está Mesmo Quase. Em breve anunciaremos ainda quem actuará nos dois concertos dos dias 14 e 15. Destacamos ainda a reunião do Governo Sombra, no dia 14.
O Início dos Trabalhos do Encontro estará a cargo de Jaime Gama, Presidente do Conselho de Administração da Fundação, e o Encerramento dos Trabalhoscaberá a Alexandre Soares dos Santos, Presidente do Conselho de Curadores da Fundação.

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 FUNDAÇÃO FRANCISCO MANUEL DOS SANTOS

22.06.18

APELO – COLOCAR A REGIONALIZAÇÃO NA AGENDA DA PRÓXIMA LEGISLATURA

antónio veríssimo

Em Portugal, a vida material das sociedades e das economias locais, incluído as urbanas, tornou-se demasiado estreita, está em regressão e o país apresenta-se deslaçado entre si. A administração pública aumentou o seu excesso de centralização e afastou-se cada vez mais do tecido socioeconómico territorial perdendo o sentido da coesão e da eficiência. Não dispomos hoje de um sistema político e de políticas públicas que respondam cabalmente às preocupações que se fazem sentir nas regiões tão diferenciadas que compõem o país e que representam combinações específicas de problemas e opções. Tudo isto ficou bem patente com o drama dos incêndios florestais que assolaram o País em 2017 que puseram a nu a enorme fragilidade do território nacional e da capacidade de resposta da distante administração central.

Na verdade, Portugal tem hoje um esqueleto administrativo territorial de natureza napoleónica, instituído com rasgos visionários pelos primeiros governos liberais há cerca de duzentos anos, quando as circunstâncias históricas, as funções do Estado, o escopo das politicas públicas e os meios tecnológicos que dispúnhamos eram radicalmente diversos do que se verifica nos nossos dias. Depois do 25 de Abril, Portugal enunciou algumas vias para actualizar a sua estrutura administrativa. Desde logo, dotou de legitimidade democrática os concelhos e freguesias – reforma que ainda hoje perdura mas que crescentemente põe a questão dos seus próprios limites como instrumentos de gestão territorial. Por outro lado, inscreveu na sua Constituição a criação, no Continente, de novas unidades administrativas com legitimidade democrática – as Regiões Administrativas. Mas se tal foi plasmado na Constituição, até hoje não foram dados passos decisivos na sua concretização. Pelo contrário, quando Portugal aderiu, a 1 de Janeiro de 1986, a uma Europa fortemente regionalizada, perdeu uma oportunidade para adequar o seu aparelho político-administrativo às melhores práticas de governação territorial. Mais recentemente, quando o memorando de entendimento com a troika previa uma reforma neste campo, bem como uma muito propalada “Reforma do Estado”, o mais que Portugal fez foi agrupar algumas freguesias. Falta, pois, cumprir o mandato constitucional de consagrar no terreno, em obediência ao principio politico da subsidiariedade, e de acordo com os princípios hoje vigentes na União Europeia, Regiões Administrativas com sólida âncora democrática em eleições directas.

O caminho não seria difícil se a consciência do território não se tivesse esvanecido. As Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional que o próprio Estado central há muito instituiu e que produziram um estimável know-how, prefiguram a estrutura futura de direcção das regiões, dotada já de importantes recursos humanos que poderiam crescer em função de transferências de competências acompanhadas de iguais reforços de pessoal que está já adstrito ao Estado central. Mas as CCRDs não tiveram meios para articular novas funções que cabiam na sua lógica desconcentrada de actuação e estão hoje diminuídas pelo refluxo centralista que predomina, faltando-lhe o músculo político de que a governação democrática precisa.

O que menos terá transparecido do drama dos incêndios, ofuscado pelo falhanço da estrutura administrativa da protecção civil, é que os territórios em que tiveram lugar, e as circunstâncias em que ocorreram, são reveladores de um modelo económico que tem vindo a ser construído pela periferização constante de amplas áreas do território em função de uma concentração unipolar na grande metrópole da capital. É notório o enfraquecimento das cidades e do sistema urbano, que têm sido elementos activos de estruturação do território, assim como há muito se perdeu o dinamismo industrial de espaços relevantes de um país cuja capacidade produtiva não cresceu ao mesmo ritmo que outros países europeus. Daí o agravamento do fosso entre o nível de desenvolvimento económico, social e cultural das diferentes regiões, o que estatisticamente não oferece dúvidas. É esse modelo – que não encontra vozes suficientemente organizadas que se lhe oponham – que tem vindo a desestruturar o território tradicional fomentando uma crescente perda de competitividade e de coesão de vastas áreas. Afinal, os fogos florestais têm na sua origem sobretudo a perda de relevo económico de porções significativas da propriedade florestal e não na displicência dos seus proprietários. E os exemplos poderiam ser multiplicados. A recente política de austeridade elevou a níveis nunca antes vistos a uma fragilização silenciosa do tecido socioeconómico de base territorial (desde o fecho de inúmeros serviços públicos à diminuição do emprego nos sectores modernos da economia).

Num quadro destes, exigir-se-ia uma elevada consciência territorial de todas as políticas públicas e um papel interveniente do Estado central na reconstituição do território, tão afectado ele está. Valorizamos a política de descentralização para o escalão municipal, acoplada a um programa de incentivos ao chamado “interior”. Mas, ao mesmo tempo, apontamos a sua insuficiência. E  repudiamos a sub-valorização de instancias de governação sub-nacional que estão no terreno, com recursos humanos e técnicos de alta valia, mas a que falta uma sólida legitimação democrática que só eleições concedem. Não se dispõe assim da acção pública necessária nem se considera o quadro político-administrativo em que tal operação irá decorrer, antes se assumindo que a actual administração municipal o poderá concretizar. Ora, isso não parece capaz de inverter o ciclo negativo e estruturar adequadamente o território numa perspectiva democrática que dê voz e meios materiais aos portugueses onde quer que vivam, com oportunidades de vida decente.

Neste sentido, os signatários apelam aos partidos candidatos às próximas eleições legislativas para que inscrevam nos seus compromissos eleitorais para a próxima legislatura a reposição na ordem do dia  da reforma estrutural do Estado que a Constituição da República consagra como instrumento de coesão territorial – a Regionalização do Continente.

FORUM MANIFESTO

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22.06.18

JOVENS NA POLÍTICA: DISCUTIR PARA AGIR

antónio veríssimo

No âmbito do projecto “Jovens na Política – Participar para a Cidadania Global”, promovido pela AIDGLOBAL e do qual o CEI-IUL é parceiro, realiza-se nos próximos dias 30 de junho, 7 e 21 de julho, o ciclo de formação “Jovens na Política: Discutir para Agir”.

O curso integra-se no projeto da AIDGLOBAL "Jovens na Política – Participar para a Cidadania Global" que visa a promoção da Cidadania Global nas juventudes partidárias, para que as problemáticas ligadas à Educação para o Desenvolvimento (ED) sejam integradas nos seus programas de atividades. O projeto é cofinanciado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P. e tem como parceiros o Centro de Estudos Internacionais do ISCTE – IUL, o Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), o Conselho Nacional da Juventude (CNJ) e a Federação Nacional de Associações Juvenis (FNAJ).

O curso é de entrada livre mas,  devido ao limite de vagas, é sujeito a inscrição prévia.

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15.06.18

Marcas vendem roupa para o Pride mas receitas não vão para projectos LGBTI de Portugal

antónio veríssimo

Várias marcas estão a lançar em Portugal linhas de roupa associadas ao Orgulho LGBTI. No entanto, não é conhecido qualquer plano de apoio aos colectivos ou associações nacionais.

A partir desta sexta-feira, a loja da Levi's no Chiado vai pôr à venda a colecção Levi’s Pride, que inclui calças, casacos e t-shirts associadas ao orgulho LGBTI. As peças podem ainda ser compradas online. Dez por cento das vendas destinam-se a associações norte-americanas, como é o caso da Harvey Milk Foundation e da Stonewall Community Foundation.

Também a Primark criou uma linha de roupa e acessórios, para homem e mulher, para assinalar o orgulho LGBTI, a diversidade e a igualdade. Aqui encontram-se calções de banho, bolsas, t-shirts ou pulseiras. A colecção está disponível no site da Primark e na loja do Centro Comercial Colombo, em Lisboa (na foto). Mais uma vez parte dos lucros não servirão para apoiar o activismo LGBTI português. No caso da Primark, 20 por cento do valor das peças que têm o símbolo “Primark x Stonewall” revertem a favor da associação Stonewall do Reino Unido.

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Outro exemplo é o da H&M que está a comercializar online a colecção Love For All, em que dez por cento das vendas serão doadas à UN Free & Equal, a campanha do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas. Pelo menos aqui é prometido que as receitas terão impacto em vários países, nomeadamente naqueles onde as questões de identidade de género e orientação sexual precisam de visibilidade.

DEZANOVE

 

15.06.18

PS debate expulsão de cronista do Económico Madeira

antónio veríssimo

Emanuel Bento, ex-dirigente do PS-M e o braço direito do anterior líder Carlos Pereira, pode vir a ser expulso do partido. Em causa está um artigo de opinião publicado esta quinta-feira no Económico Madeira, onde o socialista tece duras críticas à estrutura.
Segundo fonte do PS-Madeira, a proposta de expulsão vai ser levada a reunião de secretariado na próxima segunda-feira. O artigo caiu mal entre a direção socialista, com alguns elementos do partido a entenderem que a estrutura tem sido demasiado benevolente “com as sucessivas críticas” do antigo dirigente.
Na crónica intitulada ‘Uma casa cheia de nada – os “Estados Gerais” da treta’, Emanuel Bento escreve, entre outras coisas, que o atual líder do PS Madeira, Emanuel Câmara, não foi ouvido sobre os nomes escolhidos para coordenar os diferentes painéis dos Estados Gerais, realizados no passado fim-de-semana, tendo conhecido as equipas através da comunicação social.
“Nem quero perder tempo a questionar a ausência destas situações (o desconhecimento dos “illuminati” e a ausência de uma coordenação para a área da juventude e as críticas internas que isso suscito”, ironiza Emanuel Bento no seu artigo. O socialista termina a crónica com uma garantia: “é verdade que bem podem ganhar mas não será com o meu voto nem com os votos da minha família”. Esta terá sido a gota de água para os socialistas que internamente há muito contestam a sua postura pública.
Sobre este assunto, o Económico Madeira tentou também ouvir o líder regional do partido, Emanuel Câmara, que se remeteu ao silêncio, considerando apenas que o PS Madeira está focado “no seu trabalho” e nos objetivos traçados para as eleições legislativas regionais do próximo ano.
Recorde-se que Câmara foi eleito presidente do PS Madeira em janeiro, com 57% dos votos, após uma intensa disputa com o então líder Carlos Pereira, atualmente vice-presidente da bancada socialista na Assembleia da República (AR).
Câmara que ganhou a autarquia do Porto Moniz para o PS assumiu, desde logo, Paulo Cafôfo, líder da Câmara do Funchal, como o seu candidato à presidência do Governo Regional, com Emanuel Bento a adotar desde o início uma posição de rutura face à nova estratégia socialista e à escolha de Cafofo, de quem foi adjunto entre 2013 e 2016.
Não obstante os apelos constantes à união partidária, o ambiente entre os socialistas madeirenses é tenso e pode vir a culminar com a expulsão de Emanuel Bento cuja crónica provocou, esta quinta-feira, um grande alvoroço no aparelho rosa.
“Fui informado que um vice-presidente comentou que eu deveria ser expulso na Assembleia, quer com deputados socialistas, quer com deputados de outros partidos, agora mais não sei exceto isto: estou pouco preocupado com eventuais expulsões porque não me revejo num partido de golpistas”, afirma Emanuel Bento, acrescentando que, a ser considerada a sua expulsão, “o PS deve propor também a expulsão do vice presidente Rui Caetano pelo que disse na noite eleitoral de 2011, enquanto comentador na RTP-M, contra o PS-M, de tal modo que foi necessário o atual presidente do Governo Miguel Albuquerque, também presente nos estúdios, defender o partido”.

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JORNAL ECONÓMICO

14.06.18

Biblioteca de Maia Alcoforado doada ao Município de Mira

antónio veríssimo

Numa cerimónia singela, foi feita a doação simbólica da biblioteca particular de Maia Alcoforado à Câmara Municipal de Mira.

doação foi realizada pelos netos do conhecido republicano, D. Carmina Paula Tavares dos Santos e Sr. Ulisses Paulo Tavares dos Santos, ao presidente do município, Dr. Raul Almeida, conforme vontade expressa dos falecidos pais, herdeiros do conhecido republicano. No momento, o Dr. Raul Almeida agradeceu a doação, enalteceu os valores dos herdeiros fazendo valer a vontade dos pais falecidos e reconheceu o valor de Maia Alcoforado como homem, político e intelectual tão estreitamente ligado a Mira.

Maia Alcoforado foi casado com D. Carmina Moreira da Silva, professora primária de Mira até ao final dos anos 60, tendo o casal adotado como filha D. Ana Maria Pereira Tavares dos Santos que, anos mais tarde, casaria com o Sr. Ulisses dos Santos Reigota, herdeiros que manifestaram vontade em doar a biblioteca ao município.

Os herdeiros de Maia Alcoforado, conhecedores e apreciadores do talento e da obra do familiar, desde sempre valorizaram a sua biblioteca particular, compostas de obras emblemáticas da sua ideologia na geração em que viveu.

A biblioteca em questão ficará, depois de totalmente tratada e recuperada, disponível ao público na Biblioteca Municipal de Mira, enriquecendo, deste modo, a cultura gandaresa.

Sobre Maia Alcoforado

Maia Alcoforado é o nome por que ficou conhecido o republicano e antifascista José Francisco de Paula da Ressurreição Oliveira Maia Alcoforado, nascido em Panóias, localidade do concelho de Ourique a 2 de abril de 1899 e falecido em Mira em janeiro de 1974.

Maia Alcoforado veio residir para Mira na sequência do casamento com a professora primária D. Carmina Moreira da Silva, tendo adotado como filha Ana Maria Pereira Tavares dos Santos.

Em 1916 começou a trabalhar como jornalista no jornal “A Capital” e, ao longo da vida, colaborou com diversos jornais portugueses com relevo especial para O Século, O Primeiro de Janeiro e O Diário de Coimbra. Em Mira foi o diretor do jornal A Razão.

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 Com um percurso político revolucionário, manifestamente republicano e antifascista, esteve exilado em Espanha tendo acabado por ser preso, em Portugal, em 1932. Esteve preso pela PIDE entre 30 de julho de 1937 e 17 de julho de 1938.

Defendeu a participação de Portugal, e participou, na 1ª Guerra Mundial tendo, por isso, sido condecorado. Por essa razão, em Mira, foi um dos responsáveis pela realização do Monumento aos Mortos da Grande Guerra.

Foi autor dos seguintes livros: “Cartas que Vogam” (1923),”Crónicas de Qualquer Dia” (1925),”Poalha Doirada” (1926),”Ílhavo Terra Maruja, Marujos da Terra dos Ílhavos” (1933), “À Boca Pequena…” (1935) e “A Corografia e o Desporto” (1946).

Desempenhou funções na Fundação Calouste Gulbenkian, no setor das bibliotecas e da leitura.

MIRA ONLINE

 

 

13.06.18

Governo e Representante da República fora da sessão solene do Dia do Concelho de Santa Cruz

antónio veríssimo

A Câmara Municipal de Santa Cruz vai deixar de fora da lista de convidados para a sessão solene do Dia do Concelho assinalada a 25 deste mês, quer o Governo Regional, quer o Representante da República, Ireneu Barreto.

“Não quero mais ninguém aqui do Governo. Não vou sentar no melhor lugar da mesa, quem não respeita o povo de Santa Cruz”, afirma Filipe Sousa, líder do executivo camarário.

Ao Económico Madeira, o autarca diz ter perdido toda a expetativa positiva relativamente ao Governo de Miguel Albuquerque e garante que, enquanto não estiverem resolvidos dossiers como a transferência do IRS relativo a alguns meses de 2009 e de 2010 e o Parque Industrial da Cancela, nem o líder do Executivo social-democrata, nem Ireneu Barreto serão convidados para atos solenes no concelho.

Em causa, estão cerca de 2 milhões de euros relativos ao IRS de 2009-2010. Várias câmaras reclamam a transferência do montante correspondente aos 5% do IRS cobrado aos sujeitos passivos com domicílio fiscal nos seus municípios.

“No caso de Santa Cruz, estamos a falar de cerca de 2 milhões de euros que fazem falta. Aliás, o dinheiro se entrasse ia logo ser usado para pagar ao Governo, às empresas da Electricidade e da Água que são os únicos credores que nos temos”, declara Filipe Sousa.

Outra dos motivos de litígio está relacionado com a propriedade do Parque Empresarial da Cancela não reconhecida pelo Governo Regional. “Nós somos titulares deste investimento avaliado em cerca de 5 milhões de euros. Já apresentei propostas ao Governo, dando a possibilidade e amortizar a compra do terreno em 20, 25 ou 30 anos, para além de não resolverem, bloqueiam-nos”, acusa o autarca.

“Quisemos vender uma fração, o Governo bloqueou-nos, interpôs uma ação e impediu-nos de arrecadar quase 700 mil vendas na venda de um prédio”, acrescenta o presidente da Câmara de Santa Cruz que atribui esta atitude do Executivo “a uma certa vingança” aguçada pela diferença nas cores políticas.

Filipe Silva diz ter levado estes dossiers ao Representante da República, Ireneu Barreto. “Ficou meio atrapalhado e disse que não ia tocar no assunto porque era ano de eleições. Se há pessoas que estão a assumir cargos políticos em função do caderno eleitoral, eu não funciono assim”, conclui Filipe Sousa que, este ano, na sessão solene comemorativa do Dia do Concelho vai sentar ao centro da mesa a sra Augusta, uma habitante da Camacha que vai representar a população de Santa Cruz.

PATRICIA GASPAR

ECONÓMICO MADEIRA

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