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COMUNICAR E ENVOLVER - Oficina de comunicação livre e global

As notícias. os factos e as opiniões, nacionais e internacionais, nas mais diversas áreas, com gestão de António Veríssimo. Para se sentir sempre informado.

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04/05/19

crise parlamentar: uma farsa que nos afeta a todos

É com preocupação que o LIVRE assistiu ao desenrolar dos acontecimentos políticos nacionais nas últimas horas. Após a aprovação da reposição de mais de nove anos do tempo de serviço reclamado pelos professores por parte da Comissão de Educação da Assembleia da República, com votos favoráveis do PSD, CDS, PCP e BE, o governo do Partido Socialista reagiu de forma extrema, ameaçando com a sua demissão. A concretizar-se, seria um enorme falhanço da esquerda parlamentar que não conseguiria levar a termo um mandato inteiro de geringonça.

Não tenhamos, no entanto, ilusões quanto ao sentido de voto do PSD e do CDS. Esta votação por parte dos partidos da direita parlamentar revela um comportamento hipócrita e eleitoralista e que vai em sentido contrário àquilo que têm sido as práticas e as propostas destes partidos. Os eleitores saberão certamente julgar estes partidos quando o momento da votação chegar.

Mas não tenhamos também ilusões quanto ao comportamento da esquerda. Por um lado, o PS fabrica uma crise a poucas semanas das eleições europeias, apresentando-se como uma vítima de um problema que não soube ou não conseguiu gerir. Já o BE e o PCP, responsáveis pela aprovação de quatro orçamentos de Estado, tampouco garantiram a inclusão desta reivindicação nos mesmos, assegurando que a margem orçamental permitiria esta reposição.

Mas se é verdade que a reposição do tempo de serviço é uma reclamação justa por parte dos professores – como são, aliás, justas as reivindicações dos trabalhadores que viram os seus direitos ser atacados pelo governo do PSD-CDS – a maioria parlamentar de esquerda perdeu uma excelente oportunidade de preparar o futuro, discutindo de forma séria o modo e os prazos como estas reposições poderiam ser feitas. No caso dos professores, perdeu também a oportunidade de discutir alternativas à reposição do tempo de serviço, como por exemplo trocar anos de serviço por programas de reforma antecipada.

Estas alternativas poderiam e deveriam ser integradas numa visão estratégica para o futuro do sistema educativo e da administração pública. Portugal precisa que se faça essa discussão e os partidos da geringonça decidiram não aproveitar a oportunidade que tiveram. O LIVRE trabalhará na próxima legislatura para resolver o problema em todas as carreiras no quadro de uma reforma da administração pública. Esta será também umaoportunidade para o repensar da educação e da importância dos professores no futuro da educação.

Finalmente, ao adiar a decisão quanto à queda do governo até à sessão plenária onde a reposição será possivelmente aprovada e que terá lugar a 15 de maio, o governo está ostensivamente a bloquear a possibilidade de se promover uma discussão séria sobre a Europa e as grandes questões com que nos debatemos no futuro próximo. O LIVRE continuará, como até aqui, a debater e a promover o debate sobre estas temáticas, contrariando a ideia de que a 26 de maio se votará uma espécie de primeiro assalto das eleições legislativas. Porque os assuntos europeus são também os assuntos nacionais, é uma exigência democrática que estes sejam abordados de forma séria.

Comunicado do LIVRE

23/03/19

Cientistas dizem que descobriram a identidade de Jack, o Estripador, através de análises de ADN

Um estudo publicado a semana passada na revista científica Journal of Forensic Sciences parece ter deslindado um dos mais apaixonantes mistérios da História: a identidade de Jack, o Estripador. A partir da análise de ADN de um cachecol supostamente encontrado no local de um dos crimes, e dado como pertencente ao assassino, os autores do estudo apontam o dedo a Aaron Kosminsky, um barbeiro nascido na Polónia, com 23 anos na altura dos crimes (1888), e que já constava da lista de suspeitos.

David Miller, da Faculdade de Medicina da Universidade de Leeds, Reino Unido, e Jari Louhelainen, especialista em biologia molecular da Universidade John Moores, em Liverpool, dizem ter encontrado vestígios de sémen num cachecol recolhido na cena do crime da quarta vítima, Catherine Eddowes. "Consegui identificar células consistentes com a presença de fluido seminal no cachecol, o que nos permitiu cruzar o ADN com os descendentes de um dos suspeitos, o imigrante polaco Aaron Kosminski", explicou David Miller, num press release da universidade. O estudo foi revisto pelos pares (peer reviewed) antes da publicação.

Caso encerrado? Ainda não. Nos últimos dias, outros cientistas têm posto em causa os métodos e os resultados de Miller e Louhelainen. Uma das razões deve-se ao facto de não ter sido publicada toda a informação das análises (circunstância que os autores justificam com as leis de proteção de dados do Reino Unido, que os obrigam a proteger as identidades dos descendentes de Kosminsky e de Catherine Eddowes). Com as informações disponíveis, disse à revista Science Hansi Weissensteiner, um especialista em ADN mitocondrial, aquele método "apenas permitia excluir um suspeito". Ou seja, aqueles vestígios de sémen podiam pertencer ao barbeiro polaco ou a milhares de outras pessoas.

Por outro lado, não há sequer certezas de que o cachecol fosse mesmo do assassino - e, mesmo que tivesse sido, já estaria demasiado contaminado, por ter sido manuseado sem cuidados por muita gente, ao longo de mais de um século. Reza a lenda (sem que haja provas irrefutáveis de tal coisa) que a peça de roupa foi levada de uma sala da Scotland Yard por um sargento, pouco antes de serem queimadas todas as provas encontradas no local do crime. Depois disso, passou de mão em mão, durante mais de um século (um colecionador diz que teve o cachecol no banco de trás do carro durante anos), até ser comprado em leilão por um fã de um filme sobre Jack, o Estripador, protagonizado por Johnny Depp.

Kosminski terá sido um dos suspeitos quase desde o início das investigações, mas nunca chegou a ser acusado. Em 1891, três anos após os crimes no bairro de Whitechapel, Londres, Kosminski foi encarcerado num manicómio, devido aos seus comportamentos agressivos e alucinações constantes. Aí ficou 28 anos, até morrer.

VISÃO

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Stefano Bianchetti/Getty Images

 

16/02/19

A violência doméstica tem de ser uma prioridade política

 

A violência doméstica tem de ser uma prioridade política.

É um crime que mata e lesa gravemente mulheres, homens e crianças em contexto familiar ou de relação emocional. O número de mulheres mortas aumentou substancialmente (relativamente ao período homólogo, janeiro de 2018). O caso desta semana, em que morreram uma mulher de 60 anos e uma criança de 2 anos, tem de fazer deste problema uma prioridade política.

O enquadramento legal e os processos administrativos revelam-se insuficientes para reduzir os crimes contra a liberdade, a segurança e felicidade de muitas pessoas no nosso país. É imperativo transpor para as políticas públicas, e também para as formas de ação à disposição das autoridades competentes, medidas específicas para  proteger de forma efetiva as pessoas direta e indiretamente afetadas por prossecutores de coação e de atentado à integridade física e psicológica de pessoas das suas relações domésticas.

Os números são reveladores da especificidade deste crime: 85% das vítimas de violência doméstica são mulheres (valores relativos ao ano de 2017[1]); 41% têm entre 26 a 55 anos de idade; 85% dos criminosos são homens; em 80% dos casos, o tipo de vitimação é realizado de forma continuada; 65% dos crimes são cometidos na residência comum; apenas 40% dos crimes cometidos resultam em apresentação de queixas; 95% da criminalidade registada é de sentido estrito – ameaças/coação, maus tratos físicos, maus tratos psicológicos, injúrias/difamação, natureza sexual e outros crimes.

Para o LIVRE, este é um problema social e cultural que tem de ser uma prioridade política. É uma questão que devemos debater mas, acima de tudo trabalhar ativamente junto da sociedade civil organizada (APAV, PPDM, APMJ, UMAR, entre outras), Assembleia da República e Governo para que o caso desta semana seja uma exceção. É uma questão ampla de direitos das mulheres, direitos das crianças e direitos humanos. Não a podemos adiar.

 

[1] APAV Estatísticas – vítimas de violência doméstica 2013-2017https://apav.pt/apav_v3/images/pdf/Estatisticas_APAV_Violencia_Domestica_2013_2017.PDF

09/02/19

Venezuela: o diálogo como via de transição

Na sequência do reconhecimento por parte do governo português de Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela, o LIVRE junta a sua voz à daqueles que pedem diálogo como forma de impedir mais sofrimento dos venezuelanos.

A situação na Venezuela é extremamente complexa. Nicolás Maduro, presidente desde 2013, tem contribuído para a situação cada vez mais insustentável em que se encontra o país, agravada pelos embargos e sanções que lhe têm sido impostos, bem como pelas oscilações do preço do petróleo nos mercados internacionais. Ao autoritarismo crescente soma-se uma hiper-inflação galopante, com os resultados trágicos daí resultantes. Milhares de venezuelanos abandonam o país ou vêem-se condenados à miséria. O país polariza-se entre os que apoiam o regime e aqueles que se opõem. Mas esta oposição a Maduro é também ela complexa, incluindo forças políticas com diferentes visões para o país. Qualquer plano de democracia para o país terá de contar com aqueles que agora apoiam Maduro e com todos os que se lhe opõem. Só com um compromisso em que participem todas as partes será possível assegurar a paz.

Estamos cientes das enormes dificuldades que a população venezuelana, incluindo muitos portugueses e lusodescendentes, se encontra a atravessar e de que a prioridade é encontrar respostas para as suas necessidades. Não queremos o país como mais um ponto de conflito entre potências mundiais cegas ao sofrimento da população. Nesse sentido, criticamos a decisão precipitada dos Estados Unidos, de Trump, e logo seguida pela de vários outros países, incluindo de Portugal. Criticamos esta decisão por ser irrefletida e, sobretudo, de consequências imprevisíveis.

No caso português, esta foi uma decisão irresponsável, decorrente de um ultimato que se sabia impossível de responder, e que, ao arrepio de todos os princípios diplomáticos, pareceu não contar com qualquer plano para o dia seguinte. O próprio ministro Augusto Santos Silva referiu que, embora a legitimidade política pertença a Guaidó, as questões ao nível diplomático e consular devem continuar a ser feitas com o regime de Maduro. E o que acontece se Maduro se mantiver no poder nos próximos meses? Como poderá Portugal assegurar que os portugueses e lusodescendentes no país estão seguros e que contam com o apoio do nosso país?

Mantendo Nicolás Maduro o controlo do aparelho militar do país, sobram duas opções para que Juan Guaidó se possa tornar efetivamente presidente: um levantamento popular ou uma intervenção estrangeira. Ambos os cenários implicam um confronto de grandes dimensões e consequências imprevisíveis que importa impedir. Neste sentido, apreciamos os esforços de países como o México e o Uruguai, mas sobretudo das Nações Unidas para mediar um diálogo entre o poder e as várias forças da oposição.

Perante um cenário extremamente polarizado em que apenas as duas ações extremas parecem ser opção, o LIVRE junta-se àqueles que pedem uma terceira opção, de diálogo e de transição pacífica através de novas eleições livres, e apela a que as Nações Unidas mantenham a sua oferta de mediação e os seus programas humanitários em curso no país. O futuro da Venezuela deve estar nas mãos dos venezuelanos e não ser o produto de lutas geoestratégicas globais.  

24/01/19

EUROPA VAI ESTAR EM DEBATE A 2 DE FEVEREIRO EM MIRA

Um debate sobre a Europa denominado “Afinal, que Europa queremos’” vai ter lugar em Mira, no Mira Center, no dia 2 de fevereiro, pelas 16 horas.
O evento conta com António Veríssimo (Comunicador, dirigente do LIVRE), Daniel Malafaia (investigador da Universidade de Aveiro), David Ferreira da Silva (licenciado em Relações Internacionais, dirigente do PS), Hélder Capêlo (engenheiro de telecomunicações, dirigente do PAN) e Raul de Almeida (advogado, presidente da Câmara Municipal de Mira, dirigente do PSD).
Com apoio da Câmara Municipal de Mira e do jornal Mira Online, esta iniciativa é organizada pelo blogue Comunicar e Envolver (comunicareenvolver.blogs.sapo.pt) e é aberta ao público.
De referir que a 9 de março, será realizado outro debate com o mesmo tema e no mesmo local. Os convidados serão outros.

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15/12/18

JOANA VERÍSSIMO APRESENTA "SORRISTE-ME" DIA 22 DE DEZEMBRO EM MIRA

Depois do seu primeiro livro (“Há pesadelos que nos fazem acordar”), editado e apresentado em 2017, Joana Veríssimo vai apresentar o seu segundo livro (“Sorriste-me”) a 22 de dezembro, pelas 15 horas, no Museu do Território da Gândara, em Mira.

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Licenciada em Jornalismo e Comunicação pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, a jovem autora tem 22 anos e mostra nesta sua nova investida nas letras a continuação de uma maturidade já encontrada no primeiro título.

José Carlos de Jesus, professor do Agrupamento de Escolas de Mira, fará a apresentação deste novo livro de Joana Veríssimo.

18/11/18

ALERTA VERMELHO! ALERTA VERDE! LISBOA 2018

 

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IV Encontros Internacionais Ecossocialistas

Alerta vermelho, alerta verde: dar forma à transformação ecossocialista

Ao olharmos criticamente para as primeiras duas décadas do terceiro milénio, soa o alarme ao vermos que o colapso social não está apenas a equiparar-se, senão a ultrapassar o desastre ecológico. A perda de biodiversidade e a destruição de ecossistemas essenciais atingiu níveis catastróficos, o planeta está na trajectória para aquecer bem acima do limite dos 2ºC, a poluição torna-se sistémica em todo os cantos da nossa Terra, vemos doenças que julgávamos extintas a voltar, ao mesmo tempo que estamos a perder os nossos bens comuns por todo o mundo para empresas privadas e governos estrangeiros. Actualmente, milhões de pessoas são expulsas das suas casas, das suas terras, locais de trabalho e até dos seus países, sem direito a escolha sobre os seu destino. Como consequência, vemos um renovado aumento da fome, do desemprego e da exclusão social, dando espaço ao aumento da desigualdade e da discriminação, do racismo, do nacionalismo e de atitudes patriarcais, colonialistas e reaccionárias.

As elites políticas e económicas capitalistas transnacionais persistem em tentar remendar as falhas do modelo económico capitalista industrial com falsas soluções tecnológicas e de mercado, a que chamam economia verde, desenvolvimento sustentável ou capitalismo natural. Cada nova crise é vista como uma oportunidade por estas elites para aumentar a financeirização, a militarização e a privatização de bens e serviços públicos.

Nada está a ser feito para resolver as duas principais contradições do capitalismo: a exploração dos mais importantes elementos produtivos – as pessoas e a Natureza. Sob a hegemonia capitalista industrial o que estamos a produzir, reproduzir, distribuir e consumir, em vez de progresso, é um profundo desenraizamento e a destruição dos próprios meios materiais e culturais que sustentaram as civilizações humanas.

Desde 2014 que colectivos ecossocialistas, ecofeministas, camponeses, sindicatos, movimentos sociais e organizações políticas se têm encontrado para imaginar colectivamente e pôr em marcha uma alternativa ecossocialista ao actual paradigma  económico destrutivo. O Ecossocialismo, como crítica social teórica e prática, propõe-se a tarefa dupla de desmantelar o capitalismo, o produtivismo e a desigualdade, ao mesmo tempo que constrói as alternativas que possam produzir a justiça eco-social. Procura atingir a sua missão ao abordar questões críticas dos objectivos da economia e do trabalho, da produção e reprodução social, da propriedade dos meios de produção, a partilha dos bens comuns e os processos de decisão democráticos e solidários, tendo sempre em conta a restauração dos nossos ecossistemas fragilizados.

As pessoas que se propõe organizar a quarta edição dos Encontros Internacionais Ecossocialistas, em conjunto com as anteriores organizações das edições no País Basco, Espanha e Suíça, apelam à participação de colectivos, movimentos sociais, sindicatos, organizações políticas, investigadores, trabalhadoras, precários, desempregadas e todas as pessoas que se identifiquem com o ecossocialismo para juntarem forças e mentes na construção de uma práxis ecossocialista para as transformações sociais e o Bem Viver para todas as pessoas da Terra. 

Esperamos vê-las em Lisboa de 23 a 25 de Novembro!

Primeiras subscrições:

João Camargo, Lanka Horstink, Lúcia Fernandes, Ana Rita Antunes, Sinan Eden, Pedro Cardoso, Hugo Mota, Carlos Teixeira, Eugénia Santa Bárbara, João Costa, José Janela, Morgane Masterman, Martin Winiecki, Paula Sequeiros, Gil Penha-Lopes, Mónica Rocha, Guilherme Luz, Juan Tortosa, Iñaki Barcena, Christine Poupin, Alfons Pérez, Pascoe Sabido, Kevin Buckland, Mari Ver, Noura Elouardi, Manuel Lodeiro, Yolanda Picano, Alba del Campo, Manuel Gari Ramos, Jone Extxeberria, Jorge Reichmann, Daniel Tanuro, Mathieu Le Quang, Samuel Martín-Sosa, Nnimmo Bassey, Lucile Daumas, Tom Kucharz, Rommy Arce, Michael Lowy, Emilio Santiago, Luis Gonzalez Reyes, Yayo Herrero, Paca Blanco, Juanjo Álvarez, Dominique Malvaud, Christophe Aguiton, Vincent Gay, Jaime Pastor, Judith Carreras, Adrián Almazán, Zoe Arcanio, María Eugénia Palop, Javier Andaluz, Carmen Madorrán, Elizabeth Peredo, José Luís Garcia, Begoña Dorronsoro, Esther Vivas

LOCAL: ESCOLA SECUNDÁRIA DE CAMÕES, PRAÇA JOSÉ FONTANA, LISBOA

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ORGANIZADORES:

CLIMÁXIMO

ZERO

SOS RACISMO

GAIA

LIVRE

PRECÁRIOS INFLEXÍVEIS

ACADEMIA CIDADÃ

MAS

PENICHE LIVRE DE PETRÓLEO

40 CES

BLOCO DE ESQUERDA

 

 

18/11/18

24 novembro: Festa do Software Livre Moita 2018

O LIVRE estará representado na Festa do Software Livre Moita 2018, organizada pela ANSOL – Associação Nacional para o Software Livre. Tiago Charters de Azevedo, em representação do LIVRE, participará numa mesa redonda sobre “Software Livre e o papel do Estado Mesa Redonda”, no dia 24 de novembro, às 17:20, com Marcos Marado (ANSOL), Gustavo Homem (ESOP), Rui Lopo (CDU), um/a representante do BE e um/a representante do PAN.

A Festa do Software Livre, que decorre no Pavilhão Municipal de Exposições da Moita, é “um espaço para palestras, demonstrações, workshops, informação, hackatons, instalação de software livre nos computadores dos visitantes, animação com música e dança ao vivo e outras atrações”.

O programa completo está disponível em http://moita2018.softwarelivre.eu

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10/11/18

OPINIÃO: ESCANDALOSAMENTE CHOCANTE

1) Há empresas de Restauração Coletiva, que convocam cozinheiras para "formação", mas o principal objetivo é convencer as trabalhadoras a subtrair alimentos às ementas, bem como, reduzir nas doses necessáriamente corretas e previstas, para as crianças e jovens, e, deste modo, serem compensadas com prémios em função dos objetivos.
É por demais conhecida esta prática de assédio junto das cozinheiras, muitas vezes pressionadas para evitar colocar, saladas ou legumes, nas ementas pré-definidas.
2) Recentemente, numa escola EB23 em Guimarães, verificou-se um acidente com uma fuga de gás, com intervenção policial e o tratamento hospital de 2 trabalhadoras, por inalação de gás. As trabalhadoras estiveram durante 7 dias de seguro, e, não só, não receberam o dinheiro do seguro como não receberam as despesas associadas.
3) Foram entregues a 2 instituições, uma lista de 39 escolas; primárias, eb23 e secundárias, com trabalhadoras a fazererm horários ilegais, ou seja, que contrariam os princípios do estabelecido do "Caderno de Encargos". Não é uma, duas ou três trabalhadoras, mas, mais de 40 que se encontram em tais condições.
4) Alguns considerandos!
Os factos mencionados, relatam uma triste realidade, realidade factual, que se acumula há decadas, perante a insensibilidade e passividade, da grande maioria da população por manifesto desconhecimento.
No ponto 1º, tais atos, devem encher de indignação todos quantos comungam de bom senso. É uma ofensa à dignidade de quem trabalha e faz o seu melhor e um atentado à dignidade das nossas crianças e jovens.
Quanto ao ponto 3º, as empresas concessionárias, após assinatura do acordo do "Caderno de Encargos", tudo fazem para imobilizar, partes importantes, designadamente, no plano laboral. Desde logo pela subtração do número de trabalhadores, das respetivas equipas e na redução do horário de trabalho. O restrito "cartel" de empresas que controlam esta atividade, tomam esta atitude, para satisfazer os valores de 1€ e pouco relativamente a cada refeição, cnfecionada. Para satisfazer os seus ganaciosos desejos pela maximização de lucros, subtraiem nos alimentos e na carga horária dos trabalhadores.
Porque será que se criou ao longo dos anos, o mito, (mito ou realidade?) que a comida da cantina não é boa?
Este "cartel" de empresas é responsável pela confeção em; escolas, universidades, estabelecimentos prisionais, lares, cantinas e refeitórios de empresas públicas e privadas em todo o país. Fornecem cerca 300 milhões de refeições por ano em 16 mil locais em todo o país, com um volume de negócios de mais de MIL MILHÕES de €uros. Como podemos ver é um gigante todo poderoso, quase intocável, do ponto de vista da fiscalização; ACT, ASAE, Ministérios, Camâras Municipais...Governos!
É sabido que as cantinas escolares desperdiçam cerca de 1 milhão de refeições durante o ano letivo. Também sabemos que é obrigatório a formação aos seus trabalhadores e esta não existe.
Segundo recomendações do Ministério da Educação, as escolas devem ser um veículo importante para desenvolver a educação alimentar das crianças associado ao meio familiar.
Não se entende, portanto, estes procedimentos das empresas concessionárias e muito menos o assédio voraz às trabalhadoras cozinheiras para a retirada de ingredientes.
Não se entende, também, que com muita regularidade se proceda a alterações às ementas, muitas vezes substituídas por confeção realizadas à pressa com produtos ainda congelados.
O refeitório têm uma enorme importância no dia a dia das crianças e jovens, passando uma parte significativa do seu dia na escola. É sabido que muitos deles comem uma única refeição quente durante o dia e cabe à escola assegurar a responsabilidade de oferecer refeições tanto quanto saudáveis, equilibradas e seguras do ponto de vista nutricional.
Reitero, o que aqui disse há bem pouco tempo, apenas com uma correção. Quando disse que há "um profundo desconhecimento das bancadas dos eleitos municipais e até vereadores, embora, reconheça, mais numas que outras", aqui ou em qualquer parte do país, quero retificar, para dizer, que existe uma enorme insensibilidade e um profundo desconhecimento, relativamente a estas matérias, de uma forma geral. Ninguém acredita! Aqui fica pois, o desafio, a quem quer que seja, para tomar em mãos a decisão da iniciativa e fazer destas e de outras denúncias, o que há vários anos o faço sem parar.

MÁRIO MOREIRA

Chefe de Cozinha, Guimarães

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27/10/18

"APENAS UM HOMEM", UM LIVRO DE CARLOS CARRANCA APRESENTADO EM LISBOA A 8 DE NOVEMBRO

CARLOS Alberto CARRANCA de Oliveira e Sousa, nasceu na Figueira da Foz a 9 de novembro de 1957. Professor do Ensino Superior, poeta, ensaísta, cronista e dramaturgo. É reconhecidamente como autor e interprete uma das referências do Fado e da Balada de Coimbra. Com uma vasta obra publicada (cerca de 40 títulos entre poesia, ensaio, crónica e teatro) é, segundo Urbano Tavares Rodrigues “(…) um D. Quixote que se revela contra a mesquinhez do mundo e cavalga, à procura de si, de um sentido, de um segredo, de um sinal”. Para Eugénio Lisboa “Carranca traz dentro de si um vulcão poético”.

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