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COMUNICAR E ENVOLVER - Oficina de comunicação livre e global

As notícias. os factos e as opiniões, nacionais e internacionais, nas mais diversas áreas, com gestão de António Veríssimo. Para se sentir sempre informado.

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TRAVESSA OKUPADA DESPEJADA NO PORTO

Outubro 31, 2017

antónio veríssimo

Segunda feira, 16 de Outubro, a Travêssa Okupada, espaço livre nas ruas do Porto, foi despejada.

Durante dois dias, uma propriedade municipal foi subtraída ao abandono para se tornar um laboratório de socialidade e de conflito.

Um simples edifício vazio tinha-se tornado um local de encontro para quem ainda insiste em querer viver a cidade e as suas ruas, com a vontade de experimentar com alegria um caminho de libertação pessoal e colectiva, livre da lógica partidária e das dinâmicas especulação-consumo-exploração.

Às 7 da manhã, as patrulhas da Polícia de “Segurança” Pública, com o auxílio da Polícia Municipal do Porto, apresentaram-se na escola básica José Gomes Ferreira com o objectivo, depois conseguido, de despejar aquele edifício abandonado e vazio há anos, que tinha sido ocupado dois dias antes.

Apesar da intervenção não ter provocado danos físicos, como relata orgulhoso o distorcido comunicado da câmara (e repetido pelos jornais do regime), ela também não foi suave.

Um companheiro e uma companheira foram algemadas e levadas à força e uma cadela que lá se encontrava foi levada para o canil, apesar de estar presente a sua responsável.

Durante a incursão policial no edifício, a travessa dos campos foi militarizada e proibida de transitar. Um grupo de pessoas solidárias concentrou-se nas ruas adjacentes expressando a sua cumplicidade com a ocupação e a sua oposição ao despejo.

Posteriormente, as ocupantes foram levadas para a esquadra do Heroísmo, da qual foram libertadas poucas horas depois, todas constituídas arguidas.

Agora a escola José Gomes Ferreira regressou ao seu anterior estado de inércia, feito de silêncio e vazio.

Durante os poucos dias de ocupação, e desde o primeiro momento, muitos habitantes do bairro expressaram simpatia e apreço, tanto por palavras como com gestos diários, como oferecer azeite caseiro, pão e utensílios de cozinha.

Nós retribuímos abrindo a porta para todas as pessoas que nos queriam conhecer ou queriam conhecer o espaço.

Já se falava dos projectos de cada uma: um ginásio auto-gerido, um laboratório de serigrafia popular, uma sala de ensaios, uma biblioteca, uma “loja-livre”, uma sala de estudo, etcetera… e tudo grátis e disponível para toda a gente.

Foram horas rápidas e intensas, cheias de emoções.
Sentíamos ter libertado um espaço, através da prática da reapropriação direta.

Agora que fomos despejadas, temos que ser fortes e pensar que a Travêssa não era só uma escola, um espaço físico. É muito mais: são ideias, é luta.

Tudo isto não nos desencoraja, pelo contrário: leva-nos a seguir o nosso caminho sem hesitação.

Não vamos chorar pela agressão sofrida.
Não vamos baixar a cabeça, nem após o despejo, nem após as acusações, que certamente virão.
Ainda mais forte se faz sentir agora a necessidade de libertar mais espaços.

Estamos convencidas de que para ganhar pedaços de autonomia e liberdade, devemos entrar em conflito com aqueles que nos exploram e oprimem, com a perspectiva de mudar radicalmente esta sociedade. Uma outra maneira de viver não só é possível, mas necessária.

Não queremos desistir e, na verdade, estamos dispostas a começar de novo.

Novas experiências de auto-gestão estão ao virar da esquina. Agora a tristeza deve dar espaço à determinação na luta.

Porque as ideias não se despejam.
E não será um despejo a apagar o nosso desejo de liberdade.

As ocupantes da Travêssa
https://atravessaokupada.noblogs.org/post/2017/10/21/comunicado/

Nota:

Ao escrever este texto enfrentamos a dificuldade de mencionar um grupo de pessoas de géneros diferentes de forma a não discriminar ninguém.
Face à falha da língua portuguesa, decidimos, apesar de o nosso grupo ser constituído por mulheres e homens, escrever este texto no género feminino, referindo-nos a pessoas. Uma decisão que serve para destacar a injustiça de uma língua (e de um mundo) que falam sempre no masculino.

Travessa dos Campos

INDYMEDIA

Ministro garante: “Empresários de Mira estão empenhados em manter a produção e os postos de trabalho”

Outubro 27, 2017

antónio veríssimo

O Ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, visitou a área fabril da Leal & Soares acompanhado do Presidente da Câmara Municipal de Mira, Raul Almeida, dos quatro Presidentes de Juntas de Freguesia e de inúmeros empresários da região de Mira, que vieram tomar ciência do que o Governo já tem preparado (ou está a preparar) para poder ajudar a minimizar os imensos problemas causados pelo grande incêndio de 15 e 16 de Outubro.

Manuel Caldeira Cabral garantiu ter encontrado “empresários que estão a fazer o seu melhor, a tentar manter os compromissos com os seus clientes e a manter as empresas a trabalhar".

“Estamos a trabalhar em conjunto para encontrar soluções para os problemas e viemos aqui apresentar as medidas que o Governo já aprovou… as linhas de financiamento a fundo perdido”, assumiu o Ministro que, dentre as soluções apresentadas, pensa que se conseguirá “atrair novos investimentos”.

Para o governante foram colocadas “muitas questões”  o que é, para ele o garante de que os empresários de Mira estão “empenhados em manter a produção e os postos de trabalho”.

Com o Concurso aberto a 6 de Novembro, Manuel Caldeira Cabral confidenciou “esperar que até ao final do ano estes fundos estejam disponíveis”. 

“Penso que os empresários perceberam que este é o momento de repor a capacidade produtiva, de olhar em frente e, depois de todas estas dificuldades, de voltar a trabalhar!”, rematou.

Já o autarca Raul Almeida ressaltou ter “lançado um repto ao sr. Ministro de ter visto que os empresários de Mira não atiraram a toalha ao chão, têm demonstrado uma grande capacidade de resiliência e de empreendedorismo e que nós, entidades públicas temos de os acompanhar e dar respostas nos apoios para a reconstrução”.

Admitindo que “há alguns postos de trabalho em risco”, adiantou que sobre este assunto, terá uma reunião para a semana que vem com entidades ligadas ao processo. Contente por encontrar “uma sala cheia de empresários”, para o autarca esta é uma prova inequívoca de que estes querem “avançar”, superando as dificuldades atuais.

Catorze empresas afetadas e “cerca de trinta e dois milhões de euros de prejuízo” são números que em relação aos valores podem ainda ser aumentados, já que “as próprias empresas ainda estão a fazer um levantamento total”, segundo Raul Almeida.

Afirmando estar “mais reconfortado, neste momento”, também não deixou de voltar a “bater na tecla, como também os empresários têm feito: “é preciso agilizar… precisamos dar respostas as estas pessoas e a estas empresas” . Finalizando, afirmou que “não é só dinheiro, muitas vezes… é também termos eficácia para responder aos problemas com que nos debatemos

MIRAONLINE

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Violência machista: nota sobre a sentença da Relação do Porto

Outubro 27, 2017

antónio veríssimo

A violência de género é uma realidade antiga para as mulheres, principalmente de classe trabalhadora, agravada pelos últimos anos de crise. Independentemente dos moldes que toma, a violência é a mais séria expressão de uma sociedade estruturalmente sexista e patriarcal. As vítimas são alvo de um discurso de culpabilização que constantemente iliba os agressores. Foi o que aconteceu no recente caso da Relação do Porto onde dois homens acusados de violência doméstica e sequestro receberam pena suspensa porque «O adultério da mulher é um gravíssimo atentado à honra e dignidade do homem». Nada de novo!

Temos visto um aumento dos casos de violência doméstica. Entre 2004 e 2016 registaram-se 454 feminicídios em Portugal, e 526 tentativas de assassinato, 84% destas por maridos ou ex-parceiros! Esta violência tem raízes no próprio sistema capitalista que perpetua uma dupla exploração da mulher, tanto na esfera da produção como na da reprodução social. A mulher trabalhadora continua a ser uma fonte de trabalho barato. O seu salário é mais baixo; os seus trabalhos são os mais precários; o trabalho doméstico constitui-se como segunda jornada de trabalho – sem compensação! São estas condições laborais e económicas a que a mulher é submetida, que se reflectem no quotidiano onde fica vulnerável ao assédio e à violência.

Anos de austeridade agravaram tudo isto, mas foi também durante este período que as mulheres de classe trabalhadora reafirmaram o seu potencial transformador.

Recentes manifestações pela igualdade salarial, contra a violência e pelos direitos reprodutivos, em todo o mundo, só vêm reafirmar que as mulheres trabalhadoras, organizadas e unidas, são a vanguarda da luta contra a exploração e por uma sociedade sem classes.

Não nos contentamos com reformas que não atacam as raízes estruturais da nossa exploração. Devemos exigir o controlo democrático dos tribunais e da justiça, começando por exigir a demissão imediata do juiz machista Neto de Moura, da Relação do Porto. Só com as mulheres trabalhadoras nesta luta contra o sexismo e pela emancipação podemos alcançar uma sociedade socialista, livre de opressão.

 

Demissão imediata de Neto de Moura!

Pelo fim da violência de género!

Salário igual por trabalho igual e o fim da precariedade!

Por serviços públicos universais, gratuitos e de qualidade!

Controlo democrático dos tribunais!

 

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SOCIALISMO REVOLUCIONÁRIO

 

 

Da moção de censura como manobra de distração

Outubro 27, 2017

antónio veríssimo

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 RUI TAVARES

 O CDS subiu três vezes à tribuna da Assembleia da República para defender a moção de censura que apresentou. Pela voz de Pedro Mota Soares, declarou que a moção de censura servia para apresentar propostas de combate aos incêndios e seguiu enunciando cerca de uma vintena de medidas, a maior parte das quais estão no relatório da comissão independente nomeada pelo Parlamento e são, de forma genérica, apoiadas por toda a gente. Pela voz de João Almeida, o CDS atacou a esquerda por já ter apresentado moções de censura no passado. Telmo Correia, por sua vez, acusou a maioria de usar o passado longínquo (em detrimento de usar apenas o passado recente) para explicar os incêndios. Aparentemente, há uma espécie de cláusula de caducidade em relação às causas dos incêndios, no entender do CDS: todas as ações governativas devem ser retrospectivamente consideradas responsáveis pelos incêndios, menos aquelas que tenham ocorrido antes da data em que Assunção Cristãs deixou de ser ministra da Agricultura e do Ordenamento do Território. A liberalização do eucalipto ou a extinção da Secretaria de Estado das Florestas, ambas levadas a cabo sob a responsabilidade política da líder do CDS, não contam — porque o CDS acha que não devem contar.
O que não se ouviu em nenhum momento durante os discursos de encerramento da moção de censura do CDS foi aquilo para que as moções de censura servem: para fazer cair o governo, para substituir uma maioria parlamentar por outra ou para levar o país a eleições. Eu nenhum momento daqueles discursos o CDS disse "contem connosco para formar uma nova maioria neste parlamento" ou "Sr. Presidente, dissolva o parlamento e vamos para eleições". Restou assim ao CDS a trivial justificação de que apresentava uma moção de censura porque o governo merece ser censurado, e porque ninguém pode (nem deve) impedir a oposição de censurar o governo. Claro que não. Mas o que o CDS está a tentar fazer é confundir habilidosamente o sentido geral de censura (como "repreensão" ou "crítica") com a função específica e constitucional que uma moção de censura deve ter, e que o CDS nem sequer chegou a fingir que a sua moção de censura tivesse.
Ora, se ninguém pode (nem deve) impedir a oposição de apresentar uma moção de censura, também a oposição não pode esconder-se atrás desse direito para evitar que a moção de censura seja ela própria censurada.
Se há coisa que aprendemos nos últimos meses é que mesmo uma instituição como a Assembleia da República não tem uma "largura de banda" ilimitada. Há debates que não se fazem porque outros foram considerados prioritários. Se a seguir a Pedrógão não se discutiu em profundidade a proteção civil foi porque se deu prioridade a um debate da reforma florestal importante mas a destempo. Se a seguir à tragédia do 15 de outubro não discutirmos o que agora importante, e que é não só a reforma florestal e a proteção civil mas a recuperação económica e social do interior e das regiões atingidas pelas catástrofe, será também porque um partido como o CDS decide monopolizar o tempo parlamentar num número político que lhe dá jeito porque pretende substituir o PSD como principal partido da oposição e, em simultâneo, ocultar as suas próprias responsabilidades políticas na criação do contexto que agravou as catástrofes.
Durante o debate, por muitas vezes o CDS mencionou os mais de cem mortos das tragédias deste ano. Esses nossos concidadãos mereciam algo de bem mais digno do que serem usados como justificação para uma moção de censura que nem a si mesma se levou a sério.

 

 Historiador

PÚBLICO

Mudança para o Horário de Inverno é no próximo Domingo

Outubro 27, 2017

antónio veríssimo

A mudança de hora para o Horário de Inverno, que como habitualmente é efectuada todos os anos no último Domingo de outubro, faz-se no próximo domingo, dia 29 de outubro, cuja alteração faz-se na noite de sábado para domingo, de 28 (Sábado) para 29 de outubro (Domingo) de 2017, sendo que, às 02h00 do dia 29, deve-se atrasar o relógio uma hora no Continente e na Madeira. Nos Açores deve-se atrasar uma hora à 01h00 da manhã.

Com a alteração para o horário de Inverno, às 02h00 de 29 de outubro passam a ser 01h00 em Portugal Continental e na Madeira. À 01h00 nos Açores passam a ser 00h00.

Saliente-se que, este é o dia mais longo do ano, com 25 horas, já que se atrasa uma hora nos relógios e se ganha uma hora, pelo que a partir desta data os dias começam a escurecer mais cedo.

O horário de Inverno termina no último domingo de março, altura em que se muda para o horário de Verão, adiantando-se, uma hora no relógio.

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“Machismo não é justiça”: Protestos no Porto e Lisboa esta sexta-feira

Outubro 25, 2017

antónio veríssimo

Coletivos feministas convocam para esta sexta-feira uma concentração em frente à antiga Cadeia da Relação, no Porto, e na Praça da Figueira, em Lisboa, para repudiar os “julgamentos morais e machistas” que persistem na justiça portuguesa.

 

“Se na antiga Cadeia da Relação se penitenciavam homens e mulheres por causa dos moralismos da época, ali ao lado, no Tribunal da Relação do Porto, 157 anos depois, lavram-se acórdãos sobre a moralidade das mulheres adúlteras”, diz a convocatória do protesto marcado para esta sexta-feira, às 18h na Praça Amor de Perdição (Cordoaria, em frente à antiga Cadeia da Relação Porto).

O protesto surge na sequência da divulgação de um acórdão do Tribunal da Relação do Porto que considera o adultério da mulher “um gravíssimo atentado à honra e dignidade do homem”, por entre citações da Bíblia e de sociedades que promovem a lapidação de mulheres adúlteras.

“Estamos em 2017, a violência doméstica é crime público em Portugal e estes discursos institucionais legitimam ainda mais todas as formas de violência contras as mulheres”, afirma a convocatória da concentração que pretende ser “um ato de repúdio aos julgamentos morais e machistas que alguns representantes da Justiça em Portugal continuam a perpetuar”.

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Funcionários do SNS vão passar a ter controlo de assiduidade através de registo biométrico

Outubro 25, 2017

antónio veríssimo

A partir de 1 janeiro de 2018, a hora de entrada e saída dos trabalhadores do Serviço Nacional de Saúde vai passar a ser controlada através de registo biométrico.

Um despacho hoje publicado em Diário da República determina que o controlo de assiduidade passará a ser obrigatório em todos os serviços e estabelecimentos do SNS, abrangendo todos os trabalhadores, independentemente do regime de vinculação, ou seja, do tipo de contrato que tenham com as instituições.

O ministério da Saúde mandata a SPMS - Serviços Partilhados do Ministério da Saúde para apoiar a implementação dos sistemas nas diferentes instituições.

O despacho deixa em aberto que esta medida vai passar a refletir-se no sistema que determina os vencimentos dos profissionais.

A partir de janeiro, os hospitais e centros de saúde devem ter sistemas capazes de transmitir a informação dos sistemas biométricos para o sistema «Recursos Humanos e Vencimentos» (RHV). E a partir de abril do próximo ano, deve estar integrada neste mesmo sistema a identificação dos trabalhadores de serviço em cada dia e horário, em serviço de urgência e em atividades programadas, usualmente designada por escalas.

A SPMS deve disponibilizar, até ao dia 10 de novembro de 2017, através de circular normativa, as regras para integração diária da informação dos sistemas biométricos e sistemas de escalas no RHV, via web service.

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