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COMUNICAR E ENVOLVER - Oficina de comunicação livre e global

As notícias. os factos e as opiniões, nacionais e internacionais, nas mais diversas áreas, com gestão de António Veríssimo. Para se sentir sempre informado.

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31
Jan18

Dura LEX sed lex

antónio veríssimo

Juízes advogados, e outros mais são notícia pela piores razões: corrupção, tráfico de influências e o que mais se verá.

O processo LEX, tais como outros (Fizz, Marquês, Face oculta, etc.),  mostram-nos que em Portugal a corrupção e a falta de transparência existem e de que maneira.

Rui Rangel e Fátima Galante, juízes desembargadores, são as cabeças de cartaz desta nódoa na justiça portuguesa.

E ainda há quem diga que neste país de brandos costumes a corrupção é uma miragem.

ACORDAI!

RUI RANGEL.jpg

 

27
Jan18

Plantar uma árvore em Lisboa – 3 fevereiro – Parque Urbano do Vale de Chelas

antónio veríssimo

O LIVRE associa-se à iniciativa “Plantar uma árvore em Lisboa” promovida  pela Câmara Municipal de Lisboa.

Vamos plantar a “árvore LIVRE” no próximo sábado 3 de fevereiro às 10:00 no Parque Urbano do Vale de Chelas e Avenida Santo Condestável.

O ponto de encontro é na Avenida Santo Condestável, junto ao skatepark do Vale de Chelas.

Convidamos todos a trazerem calçado e roupa adequados e a juntarem-se a nós nesta iniciativa!

 

LIVRE

ArvoreLx.jpg

 

24
Jan18

Mitos e verdades sobre alimentação saudável

antónio veríssimo

Quando segue uma alimentação saudável e controlada deve estar atento e não acreditar em tudo o que lê. É natural deparar-se com vários clichés do tipo: Jejum emagrece? Carne vermelha faz mal? Beber água às refeições engorda. Mas afinal em que é que devemos acreditar? Muitos mitos já existem desde o tempo dos nossos avós e por isso acabam por se tornar verdades inquestionáveis. Mas nem sempre é a assim!

 
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Aqui fica uma pequena lista com alguns dos mitos e verdades mais comuns do mundo da alimentação “saudável”.

1.Alimentos frescos são sempre melhor que os congelados

As ervilhas frescas têm mais vitaminas que as congeladas, certo? Não exactamente. Os tais alimentos “frescos” geralmente são produzidos em locais distantes e demoram a chegar às prateleiras. Então, o calor, o ar e a humidade que enfrentam ao longo deste caminho pode fazer com que percam nutrientes.

2.Sal marinho tem menos sódio

Existe uma grande variedade de sais hoje em dia, mas não é verdade que um faz melhor que outro. O sal marinho contém tanto sódio como o de mesa. No entanto, devido ao facto de os seus cristais serem maiores, são menos usados na culinária.

3.Vinho tinto faz bem à saúde

Vários médicos concordam que uma taça de vinho por dia pode trazer diversos benefícios para a saúde, mas desde que seja apenas “uma taça”.

4.Açúcar mascavado é mais saudável que o refinado

O açúcar mascavado é simplesmente o açúcar refinado que tem melaço na sua composição. Devido a esse teor de melaço, contém minerais, mas em quantidades tão pequenas que a diferença para a saúde é mínima.

5.Sumo de frutas natural é a melhor opção

Sumos naturais contêm uma grande quantidade da fruta, mas optar pela fruta inteira em vez do sumo é a melhor opção. Um copo de sumo tem mais calorias que um pedaço da mesma fruta e, por outro lado, menos fibras. Ou seja, comer a fruta em si fornece muito mais vitaminas e fibras e tente a diminuir o desejo por  outros alimentos.

6.Os Alimentos orgânicos são mais saudáveis

Os alimentos orgânicos são a garantia de que está a consumir um produto sem sabores artificiais, corantes, edulcorantes, longe de pesticidas e fertilizantes e que não foi geneticamente modificado. Mas os alimentos orgânicos são melhores para o meio ambiente? Sim. São mais nutritivos? Não necessariamente. O Departamento de Agricultura dos EUA não afirmou que este tipo de alimento é mais saudável que os não-orgânicos.

7.Hidratar-se com uma bebida isotónica depois do ginásio é melhor

A não ser que esteja a treinar intensamente durante mais de uma hora ou sob um calor extremo, um copo de água é suficiente para matar a sede e repor a quantidade de líquidos perdida. Depois de uma caminhada ou mesmo de uma corrida de 30 minutos, consumir bebidas isotónicas significa imgerir mais calorias

8.Pão escuro é sempre melhor que o branco

Se a fatia de pão é escura, não quer dizer que este é feito com grãos integrais – o pão pode simplesmente conter algum corante ou alguma quantidade de farinha integral e não ser mais saudável que o branco. Procure sempre na embalagem indicações como “grãos integrais” ou “100% farinha de trigo integral” e assegure-se de que os primeiros ingredientes a constarem da lista são: farinha de trigo integral, aveia, centeio integral, milho de grãos integrais, cevada, quinoa ou arroz integral.

9.Ovos castanhos são mais nutritivos que os brancos

A única coisa que a cor da casca do ovo indica é a cor das penas da ave de onde vêem. Galinhas brancas põem ovos brancos e as demais colorações põem ovos acastanhados. Como os ovos castanhos são mais caros que os brancos, pode economizar ao preferir os brancos, sem comprometer a sua saúde.

10.Se o rótulo diz “produto natural” deve ser mais saudável

A não ser que o rótulo se refira à carne ou ave (indicando que não há adição de sabores artificiais, corantes ou radiação), o termo “natural” não significa nada –é vago.

GREEN SAVERS

Foto: via Creative Commons

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24
Jan18

Turismo em Seia cresce exponencialmente

antónio veríssimo

Seia mantém uma trajetória ascendente em todos os indicadores no período a que reporta o estudo, entre 2014 e 2016, no que se refere ao número de hóspedes, dormidas e proveitos de aposento nos estabelecimentos de alojamento turístico, reforçando a continuidade do desenvolvimento sustentado do Turismo, numa altura em que se perspetiva a abertura de novas unidades.

Inserido na centralidade turística da serra da Estrela, Seia verificou um crescimento acentuado quando comparado com o aumento dos números em outros municípios da região, neste ranking dos 100 municípios da região centro publicado pelo INE, onde o Concelho ocupa a 18ª posição no número total de hóspedes (48465) e a 19ª em número de dormidas (83486), superando neste indicador a capital do distrito (Guarda) e muito distante dos concelhos limítrofes, como Gouveia (57º), Oliveira do Hospital (39º) ou Nelas (26º).

Seia aparece ainda no 1º lugar do ranking dos 100 municípios, que se refere ao número de dormidas (26944) e no 2º lugar no número de hóspedes (12266), nas modalidades de turismo no espaço rural e turismo de habitação.

A origem dos turistas (hóspedes) nos alojamentos turísticos do município de Seia regista que 91% são portugueses, 7% dos países da UE28 (excluindo Portugal) e 2% do outros continentes (sobretudo América).

Filipe Camelo, o Presidente do município senense, atribui o mérito destes resultados, em primeira instância, ao dinamismo que vem sendo evidenciado pelos empresários, ao qual se junta a própria estratégia municipal que vem sendo implementada para o setor, nomeadamente através da criação de novos fatores de atratividade como a aposta na ampliação da rede de praias fluviais, a qualidade dos equipamentos e a oferta culturais, o lançamento de novos produtos turísticos (percursos pedestres ou a Festa da Transumância) e outras efemérides locais, como a Feira do Queijo ou a Cabeça Aldeia Natal, que muito têm contribuído para a afirmação de Seia como destino turístico altamente diferenciador.

A juntar a estas atividades, o edil destaca a diversificada programação cultural do município, assim como a marca da Rede de Aldeias de Montanha, que o município integra e que tem, nestes primeiros anos, também contribuído com dinâmicas de crescimento, através de ações de promoção do território e/ou iniciativas e programas muito apreciados pelos turistas.

Os dados relativos ao turismo no concelho de Seia são ainda mais animadores, tendo em conta que o crescimento ocorre, igualmente, fora da denominada época alta (inverno), verificando-se uma tendência de subida nos índices de ocupação das unidades hoteleiras durante os meses de verão.

Convicto que a tendência de crescimento vai continuar a acentuar-se, o Presidente da Câmara refere que estes resultados inspiram grande confiança no Concelho em matéria de investimento, garantindo que a autarquia vai continuar a criar todas as condições, quer para a modernização dos investidores instalados, quer no que respeita à instalação de novas iniciativas empresariais.

BEIRA.PT

FOTO: PEDRO RIBEIRO

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22
Jan18

LIVRE REALIZOU CONGRESSO: todos os nomes.

antónio veríssimo

Realizou-se ontem o VI Congresso do LIVRE, com o mote " A Esquerda Verde para Desenvolver Portugal, Democratizar a Europa e Proteger o Planeta".
Para além de um intenso debate programático e em torno das Moções Específicas apresentadas, foram eleitos os novos órgãos do LIVRE para o mandato 2018-2020.

O LIVRE reiterou o objetivo de conquistar lugares no Parlamento Europeu e na Assembleia da República em 2019, e criticou a política ambiental da maioria de esquerda.

 Isabel Mendes Lopes, do novo Grupo de Contacto, o órgão de direção do partido, expressou vontade de "conquistar finalmente" para o LIVRE "um lugar na casa da democracia, a Assembleia da República".

No VI Congresso, que decorreu sob o lema "A Esquerda Verde para Desenvolver Portugal, Democratizar a Europa e Proteger o Planeta", Rui Tavares foi eleito para a Assembleia, o órgão máximo entre congressos, composto por 50 elementos, 25 homens e 25 mulheres.

Grupo de Contacto
 
O novo Grupo de Contacto do LIVRE que agora inicia funções é composto por Ana Raposo Marques, Aurora Cerqueira, Carlos Teixeira, Eduardo Viana, Florbela Carmo, Isabel Mendes Lopes, Joacine Katar Moreira, Jorge Pinto, José Manuel Azevedo, Marta Loja Neves, Patrícia Gonçalves, Paulo Velez Muacho, Pedro Mendonça, Pedro Nunes Rodrigues e Safaa Dib.
Serão suplentes: André Góis, Marta Costa, Rodrigo Brito, Rosa Barreto e Tomás Cardoso Pereira.

Conselho de Jurisdição

O novo Conselho de Jurisdição é composto por: Luciana Rio Branco, 
João Monteiro, Bárbara Magalhães, Ricardo Sá Fernandes, Marta Furtado Santos, Paulo Monteiro, Leonor Caldeira, Bernardo Rosa Rodrigues, Cláudia Silva, Rafael Esteves Martins e Liliana Veríssimo.
Serão suplentes: Pedro Lopes, Sara Soares,  Marques Proença, Luís Romeu e Mónica Pina.

 

Assembleia do LIVRE 

A Assembleia do LIVRE é composta por: André Gois, Ófélia Janeiro, Rui Tavares, Luísa Alvares, Marisa Filipe, João Vasco Gama, Geizy Fernandes, Tomás Pereira, Tiago Charters Azevedo, Bárbara Tengarrinha, Teresa Pinto, Glória Franco, André Wemans, Eduardo Proença, Filipe Honório, Rodrigo Brito, Ana Natário, Vasco Cardoso, Ana Filipa Castro, Jorge Morais, Adriano Barrias, João Massena, Lídia Figueiredo, Marta Costa, Rosa Silva, Teresa Leitão, Nuno Oliveira, Margarida Moreira, Mónica Pina, Nelson Caetano, Nivaldo da Silva, Pedro Faria, Pedro Lopes, Pedro Moura, João Manso, José Araújo, José Costa, Luís Amado, Ângela Lacerda Nobre, Jorge Gravanita, Mário Gaspar, Tiago Pita, Clarisse Marques, Maria João Bernardo, Faranaz Keshvjee. Os suplentes são Carlos Pestana, Pedro Ferreira, Hélder Azevedo e Jorge Pires.

 

 

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21
Jan18

ADÓNIS, A ÁRVORE MAIS ANTIGA DA EUROPA ESTÁ VIVA HÁ MAIS DE MIL ANOS

antónio veríssimo

Com raízes bem firmes na Grécia está aquela que se acredita ser a árvore mais antiga da Europa. Apelidado de Adónis, este pinheiro tem cerca de 1075 anos de idade e já passou por mais aventuras que qualquer outra árvore europeia.

Viva há séculos e séculos nas terras quentes da Grécia, esta árvore é um caso extraordinário, porque embora possua a fantástica capacidade de se auto-colonar, este pinheiro nunca o fez, mantendo a estrutura original.

Há registos de várias árvores que tecnicamente já viveram mais de 10 mil anos, mas com uma pequena diferença: as plantas individuais não são as originais. Mas como é que isto é possível? As árvores são capazes de se reproduzir assexuadamente, produzindo “clones” que são capazes de viver por centenas e centenas de anos, mas que tecnicamente já não são a planta original. Adónis, este pinheiro com uma longevidade bem acima da média, é por isso um caso raro, ainda para mais se tivermos em mente que vive a poucos quilómetros de uma cidade.

Especialistas em dendrocronologia, o método científico que tenta estabelecer a idade de uma árvore nos padrões dos anéis no seu tronco, analisaram o pinheiro Adónis e devido à sua enorme espessura, não conseguiram chegar ao cerne da árvore. Assim, é bem possível que esta enorme árvore tenha na verdade mais de 1075 anos.

Nas palavras de Paul.J.Krusic, da Universidade de Estocolmo, ao Phys.org percebemos bem o quanto significa esta descoberta: “Estou impressionado com toda a história humana que rodeia esta árvore; todos os impérios, o Bizantino, o otomano, bem como todas as pessoas que vivem nesta região. Tantas coisas que poderiam ter levado ao seu fim. Felizmente, esta floresta tem sido basicamente intocada por mais de mil anos.”

GREEN SAVERS

Foto: Oliver Konter

ADONIS.jpg

 

19
Jan18

VI CONGRESSO DO LIVRE AMANHÃ EM LISBOA

antónio veríssimo

Programa do Congresso


09:00 - Início da Receção dos Participantes
10:00 - Início dos trabalhos do Congresso
11:00 - Intervenções de Abertura: Assembleia, Conselho de Jurisdição e Grupo de Contacto
11:30 - Intervenções dos candidatos à Assembleia
12:30 Apresentação da Lista candidata ao Conselho de Jurisdição e ao Grupo de Contacto
- Apresentação da Petição por uma Retribuição Mínima Horária Garantida
13:00 - 14:30 - Almoço
14:30 - Intervenção dos convidados
15:00 - Apresentação das Moções Específicas pelos seus proponentes
15:30 - Debate sobre as Moções Específicas
17:00 - Anúncio dos resultados das eleições
17:30 - Encerramento do Congresso com discurso de um membro do novo Grupo de Contacto

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 Todas as informações sobre o VI Congresso do LIVRE disponíveis em https://livrept.net/vi-congresso-do-livre 

18
Jan18

"AO SABOR DA BÍBLIA" DE LUÍS LAVRADOR

antónio veríssimo

Ao sabor da Bíblia apresentar-se-á ao leitor como um duplo convite: primeiro, a um percurso pela história da comensalidade desde os primeiros tempos até ao início do Cristianismo, e, de seguida, como uma convocação à experiência gastronómica da confeção e degustação de menus onde imperam alimentos, temperos e sabores que marcam o itinerário da história judaica e cristã. Da autoria de Luís Lavrador, docente na Escola de Hotelaria de Coimbra, primeiro chef português a tirar o doutoramento em Portugal e chef da Seleção Portuguesa de Futebol. Ao sabor da Bíblia revive alguns dos banquetes, ceias e bodas retirados dos principais relatos escritos da história humana; os intervenientes, os motivos e os objetivos que levaram à realização destes episódios.

Com base na Bíblia Sagrada, a obra evidencia as marcas diferenciadoras e também a base comum entre as mesas dos judeus e dos cristãos e, antes disso, a vivência da refeição como experiência de paixão e de afeto, de bênção e de punição, isto para mostrar também a sua componente simbólica e espiritual. Nas palavras do autor, citando Eça de Queiroz, depois de um percurso histórico e de contexto mais teórico, Ao Sabor da Bíblia entregará o discurso às caçarolas. Porque o texto bíblico é rico e descreve um grande número de refeições, Luís Lavrador propõe um conjunto de ementas inspiradas nas mais importantes refeições bíblicas, com propostas de ementa para o Natal, para a Páscoa, para um banquete, ou mesmo para um dia de lazer, entre outras.
Os alimentos, os temperos, as formas de confeção propostas são as descritas na Bíblia, naturalmente com um trabalho de reconstituição que respeita o rigor histórico, com o livro sagrado como guia, no caso como guia gastronómico.

ao sabor da bíblia.jpg

 ALÊTHEIA EDITORES

18
Jan18

ZERO DETECTOU MANIPULAÇÃO GROSSEIRA DOS DADOS DOS RESÍDUOS URBANOS

antónio veríssimo

ATERRO.jpg

 

Tendo em conta a informação obtida junto da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) no que se refere à taxa de reciclagem de cada Sistema de Gestão de Resíduos Urbanos (SGRU) em Portugal continental e aos números existentes sobre a gestão dos resíduos urbanos fornecidos pelos SGRU, relativos ao ano de 2016, a ZERO efetuou um cruzamento destes dados com os que constam no Relatório de Estado do Ambiente 2017.

Da análise efetuada conclui-se que, de acordo com os dados fornecidos pelos SGRU à APA, foram efetivamente recicladas 1.030.001 toneladas de resíduos urbanos em 2016, o que não coincide com a resposta que a referida entidade enviou à ZERO, referindo que foram recicladas 1.298.710 toneladas, ou seja, mais 268.709 toneladas do que as indicadas pelos SGRU.

Face a esta resposta, a ZERO analisou individualmente os dados de cada SGRU e verificou que essas 268.709 toneladas que a APA considera como recicladas foram enviadas para aterro ou incineração e que, por isso, pagaram Taxa de Gestão de Resíduos (TGR) ao Ministério do Ambiente. De referir que estas cerca de 270 mil toneladas correspondem à produção anual de resíduos urbanos de mais de meio milhão de portugueses.

No fundo, o Ministério do Ambiente obteve o melhor de dois mundos: recebeu a receita da TGR por resíduos colocados em aterro ou encaminhados para incineração, a qual rondará os 1,7 milhões de euros, e, em simultâneo, contabilizou os mesmos resíduos como reciclados para poder apresentar um melhor desempenho ambiental.

Assim, ao contrário da taxa de reciclagem de 38% dos resíduos urbanos que é apresentada pela APA para Portugal continental no ano de 2016, e que também consta no último Relatório de Estado do Ambiente, afinal verifica-se que apenas 30% desses resíduos foram reciclados, o que fica muito aquém da meta comunitária de 50% estabelecida para 2020.

A principal razão de ser deste desencontro de números tem a ver com o facto da APA, por instruções do Ministério do Ambiente, estar a considerar como reciclados todos os resíduos orgânicos que entram nas unidades de valorização de resíduos orgânicos ou de tratamento mecânico e biológico (TMB), independentemente de, no final, os mesmos serem efetivamente reciclados e transformados em composto ou de, pelo contrário, serem enviados para aterro ou incineração.

Para a ZERO, trata-se obviamente de uma manipulação grosseira dos dados da reciclagem que visa aumentar artificialmente a taxa de reciclagem com base numa realidade fictícia que infelizmente está muito desfasada da realidade que se encontra no terreno.

No quadro seguinte apresentam-se as situações concretas em que a APA considerou como reciclados resíduos orgânicos que afinal foram para aterro ou incineração:

SGRUResíduos orgânicos sujeitos a pré-tratamento nas unidades de valorização orgânica e TMB (toneladas)Resíduos orgânicos efetivamente reciclados nas unidades de valorização orgânica e TMB (toneladas)Resíduos orgânicos que a APA considerou como reciclados nas unidades de valorização orgânica e TMB mas que foram para aterro ou incineração (toneladas)
Amarsul44 60742 0662 541
Ambilital17 66811 8365 832
Ersuc188 827131 88456 943
Gesamb36 38729 7776 610
Lipor42 07237 9634 109
Resíduos do Nordeste28 31120 3437 968
Resiestrela33 08114 76218 256
Resinorte80 20714 39765 810
Suldouro48 97320 09728 876
Tratolixo89 32751 93437 393
Valorlis31 00114 81716 184
Valorsul47 89329 70618 187
TOTAL688 354419 582268 709

Face a estes dados, a ZERO elaborou uma tabela, onde constam os dados que a APA disponibilizou – e que serviram de base à informação que consta no Relatório do Estado do Ambiente – e os números sobre a reciclagem que efetivamente foi feita (reciclagem real) em 2016.

A tabela que se apresenta na página seguinte está ordenada de forma a que se identifique o desempenho de cada SGRU no que respeita à reciclagem.

SGRUResíduos Urbanos Reciclados – APA (toneladas)Resíduos Urbanos 

 

Reciclados – Real (toneladas)

Reciclagem APA (%)Reciclagem 

 

Real (%)

Valnor56 58656 5866767
Resíduos Nordeste34 26426 2968364
Gesamb42 86436 2547362
Amcal5 5125 5126161
Ersuc229 205172 2628061
Braval46 76446 7645757
Resiestrela39 74621 4907340
Ambilital22 88617 0545037
Valorlis43 60527 4215032
Tratolixo125 716883274429
Lipor102 32698 2172827
Resialentejo10 60610 6062727
Suldouro66 21437 3384827
Valorsul156 606138 4192825
Algar64 88364 8832424
Amarsul72 54470 0032423
Resitejo15 83115 8312323
Resinorte117 22951 4194520
Ecolezíria6 8546 8541717
Planalto Beirão14 10714 1071515
Resulima12 55012 5501313
Valorminho3 0553 0551111
Ambisousa8 5328 53299
Total1 298 7101 030 0013830

Face à gravidade desta situação que mostra não só uma total falta de transparência no processamento de dados ambientais por parte das entidades oficiais, mas também uma tentativa de esconder dos cidadãos e da União Europeia o mais que evidente colapso das políticas públicas de gestão dos resíduos sólidos urbanos implementadas na última década em Portugal, a ZERO já solicitou ao Ministério do Ambiente que corrija de imediato os dados errados sobre a reciclagem de resíduos urbanos que constam no Relatório do Estado do Ambiente relativos a 2016, por forma a que a anunciada revisão extraordinária do Plano Estratégico para os Resíduos Urbanos seja baseada em dados credíveis.

ZERO

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