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COMUNICAR E ENVOLVER - Oficina de comunicação livre e global

As notícias. os factos e as opiniões, nacionais e internacionais, nas mais diversas áreas, com gestão de António Veríssimo. Para se sentir sempre informado.

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27
Out18

"APENAS UM HOMEM", UM LIVRO DE CARLOS CARRANCA APRESENTADO EM LISBOA A 8 DE NOVEMBRO

antónio veríssimo

CARLOS Alberto CARRANCA de Oliveira e Sousa, nasceu na Figueira da Foz a 9 de novembro de 1957. Professor do Ensino Superior, poeta, ensaísta, cronista e dramaturgo. É reconhecidamente como autor e interprete uma das referências do Fado e da Balada de Coimbra. Com uma vasta obra publicada (cerca de 40 títulos entre poesia, ensaio, crónica e teatro) é, segundo Urbano Tavares Rodrigues “(…) um D. Quixote que se revela contra a mesquinhez do mundo e cavalga, à procura de si, de um sentido, de um segredo, de um sinal”. Para Eugénio Lisboa “Carranca traz dentro de si um vulcão poético”.

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27
Out18

Primavera Europeia apela à defesa da Democracia no Brasil

antónio veríssimo

Perante um candidato que põe em causa a Democracia, os direitos humanos e o futuro do planeta, a alternativa é o voto no candidato democrata e progressista. O combate político só pode continuar se a Democracia for salvaguardada. Foi esta a posição que assumimos na eleição Le Pen vs Macron e é esta a posição que mantemos na eleição Bolsonaro vs Haddad.

 

Todos os processos eleitorais democráticos são momentos de escolha entre projetos alternativos e até antagónicos. Mas o Brasil está hoje na encruzilhada entre a continuação da própria Democracia e a eleição de um elemento fascista assumidamente militarista, racista, homofóbico e misógino.

A agenda de Bolsonaro é, em termos sociais, o nacionalismo mais violento e opressor de quaisquer minorias e, em termos económicos, a desregulação completa da economia e o neoliberalismo mais agressivo. Esta agenda não afetará apenas o Brasil – o seu impacto será sentido em toda a América Latina e no mundo.

A eleição de Bolsonaro implica também enormes riscos ambientais à escala planetária. Apesar da importância que a Amazónia tem para o futuro do planeta, Bolsonaro pretende apostar na exploração intensiva e irreversível dos recursos naturais que alberga, pondo em risco a fonte de 20% do oxigénio do planeta e um dos maiores sumidouros de dióxido de carbono. Bolsonaro quer ainda retirar o Brasil do Acordo de Paris, praticamente inviabilizando os esforços das outras nações no combate mundial às alterações climáticas. Estes são riscos que o planeta não pode correr.

Fernando Haddad, pelo contrário, é assumidamente um defensor da Democracia e tem um compromisso sério com a transição ecológica e com a Democracia no Brasil, com provas dadas enquanto Ministro da Educação e Prefeito de São Paulo. Juntamente com Manuela d’Ávila, candidata a Vice-Presidente, Haddad é a única alternativa de voto nas eleições de dia 28 de outubro.

Como em momentos anteriores, seja nos Estados Unidos ou em França, perante a ameaça do nacionalismo violento e autoritário, os democratas de todos os quadrantes políticos devem unir-se numa ampla frente democrática, de modo a garantir que haja sempre espaço para combate político.

 

Este comunicado foi aprovado por unanimidade no Conselho da Primavera Europeia de 26 de outubro de 2018, em Frankfurt, pelos partidos e movimentos:

LIVRE de Rui Tavares (Portugal)
Génération.s  de Benoît Hamon (França)
DiEM25 de Yanis Varoufakis (UE)
DemA (Itália)
Razem (Polónia)
Alternativet (Dinamarca)
MeRA25 (Grécia)
Bündnis DiEM25 (Alemanha)
Demokratie in Bewegung (Alemanha)
Nouvelle Donne (França)

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18
Out18

Presidente do Turismo do Norte detido

antónio veríssimo

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Melchior Moreira é acusado de ter desviado milhões de euros.

Foi detido o presidente do Turismo do Norte e mais quatro pessoas no âmbito da operação policial “Éter”.

Segundo o comunicado da Polícia Judiciária enviado à Renascença, os detidos estão “indiciados por crimes de corrupção e participação económica em negócio em procedimentos de contratação pública no Norte”.

Sem falar em nomes, a Judiciária avança que os indivíduos têm idades compreendidas entre os 42 e os 54 anos. Três são dirigentes de entidade pública e dois são empresários.

A operação policial desta quinta-feira incluiu também buscas domiciliárias e não domiciliárias, em entidades públicas e sedes de empresas, num total de 11 ações nas regiões de Porto, Gaia, Matosinhos, Lamego, Viseu e Viana do Castelo, revela o comunicado da PJ.

Na operação estiveram envolvidos 50 elementos da Polícia Judiciária, incluindo inspetores, peritos informáticos e peritos financeiros e contabilísticos.

Os detidos vão agora ser presentes a interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação tidas por adequadas.

A ação desta quinta-feira decorre da investigação em curso no DIAP do Porto sobre práticas reiteradas e contínuas de corrupção, tráfico de influências e participação económica em negócio, bem como continuada viciação de procedimentos de contratação pública, cujos valores ascendem a vários milhões de euros, como refere a PJ, segundo a qual a investigação prossegue no sentido de determinar todas as condutas criminosas e o seu alcance.

RÁDIO RENASCENÇA

05
Out18

OPINIÃO. Da democracia na América, por Serge Halimi

antónio veríssimo

O mundo não se livra da política norte-americana… Até aqui, as eleições intercalares raramente eram decisivas, mesmo quando provocavam a inversão da maioria. Em 1994, a imensa onda republicana varreu sobretudo as resistências dos democratas à política penal repressiva e à estratégia comercial liberalizadora do seu presidente; em 2010, a escalada conservadora do Tea Party paralisou Barack Obama, mas numa altura em que o seu slogan de campanha «Sim, nós podemos» já não era mais do que a recordação amarga de uma oportunidade perdida [1].

As eleições legislativas de 6 de Novembro próximo vão marcar, em contrapartida, uma nova etapa da polarização política dos Estados Unidos, esse turbilhão que nos últimos dois anos aumentou a desestabilização da ordem internacional. Porque o voto vai determinar o destino do ocupante da Casa Branca. Muito decidido a candidatar-se novamente em 2020, Donald Trump obceca tão profundamente cada um dos dois campos que dir-se-ia que lhes comeu o cérebro. Os seus adversários acusam-no de ser um traidor que procura minar a Aliança Atlântica e os valores democráticos do Ocidente. Ele responde que os seus acusadores são auxiliares de um gangue da América Central, o MS-13, que semeia o terror nos Estados Unidos. Estas acessos paranóicos, ampliados pelas redes sociais, tornaram-se uma música de fundo que já não desaparece após o período eleitoral. A sua consequência foi que os partidos deixaram de estar de acordo sobre as regras de jogo do seu confronto – essa «democracia americana» de que se diziam tão orgulhosos que até a apresentavam como modelo ao mundo inteiro.

Muitos democratas, quando não qualificam Trump simplesmente como fascista, vêem nele um «caniche de Putin»que deve a sua vitória a um modo de escrutínio enviesado em seu detrimento (o que não é falso), bem como às fake newsmagicadas por Moscovo (um exagero reforçado por uma obsessão). Se o Partido Democrata voltar a ser maioritário no Congresso, será tentado a multiplicar as comissões de inquérito e a enveredar por um processo de destituição contra o presidente [2].

Esta perspectiva reforça a cólera dos partidários de Trump, que se mantêm numerosos, inflamados e disponíveis para se considerarem perseguidos. Eles crêem que, na mesma altura em que o balanço económico do seu herói é lisonjeiro, a comunicação social, as elites intelectuais e o «Estado profundo» obstinam-se em impedi-lo de governar. Uma derrota no próximo mês de Novembro, longe de os desalentar, encorajá-los-á a acreditar que esta cabala, a fraude eleitoral e o voto dos imigrantes clandestinos são a causa dos seus dissabores.

Dois em cada três eleitores estão agora convencidos de que «o sistema está viciado em detrimento do americano médio»; republicanos e democratas concordam pelo menos neste ponto [3]. Têm razão em acreditar nisso, uma vez que a oligarquia é o seu regime comum. Mas o actual teor do seu afrontamento, personalizado ao extremo, sugere que a salvação deste americano médio não está para breve.

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04
Out18

OPINIÃO. Autarcas, punições e mentiras

antónio veríssimo

«AUTARCAS VÃO DEIXAR DE SER PUNIDOS POR DINHEIROS MAL GASTOS»

«O GOVERNO INCLUI NO ORÇAMENTO UMA NORMA QUE DESRESPONSABILIZA PRESIDENTES DE CÂMARA E VEREADORES PELA MÁ GESTÃO DOS DINHEIROS PÚBLICOS»

– As frases supra são da responsabilidade de alguma comunicação social. A sensação que fica é que os “malandros” dos autarcas deixarão de ser responsáveis financeiramente por tudo.

– É UMA INFAME MENTIRA… Vejamos:

– A Proposta de Lei nº 131 da XIII Legislatura da 3ª Secção do Governo da República, que altera a Lei das Finanças Locais, resultante da votação indiciária ocorrida na reunião da Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa de 17 de julho de 2018 (altera a Lei nº 73/2013 de 3 de setembro …), prevê no seu art.º 80.º-A, sob a epígrafe Responsabilidade Financeira, nos seus pontos 1 e 2 a seguinte redação: «Artº 80.º Responsabilidade financeira 1 – Nas autarquias locais, a responsabilidade financeira prevista no nº 2 do art.º 61.º da Lei nº 98/97 de 9 de março, na sua redação atual, recai sobre os membros do órgão executivo quando estes não tenham ouvido os serviços competentes para informar ou, quando esclarecido por estes em conformidade com as leis, haja decisão diferente. 2 – A responsabilidade financeira prevista no número anterior recai sobre os trabalhadores ou agentes que, nas suas informações para o órgão executivo, seus membros ou dirigentes, não esclareçam os assuntos da sua competência de harmonia com a lei.».

– Se lermos com cuidado o art.º 80º que acima transcrevi, quem for minimamente lúcido perceberá que nenhum autarca fica desresponsabilizado das suas funções, pois continua a ser responsável pelos atos que pratica, como tem sido até hoje.

– O que acontece é um aditar à responsabilidade dos autarcas (presidente e vereadores) a dos técnicos, vulgo trabalhadores ou agentes, passando estes a ser co-responsáveis ou simplesmente responsáveis “per si” por informações que induzam eventualmente em erro o autarca que profere o despacho final, por não esclarecerem os assuntos da sua competência de acordo com a lei.

– Na prática é o seguinte:

– Imaginem que determinado autarca solicita um parecer técnico a um trabalhador da Câmara para poder decidir em conformidade. A sua decisão basear-se-á em função do que for a informação do técnico.

– Ora, se a informação que chega ao autarca é a base da sua decisão final, pode ocorrer três situações distintas: a) se o parecer do técnico estiver de harmonia com a lei e o despacho do autarca for no mesmo sentido, não haverá qualquer tipo de responsabilidade financeira para ambos; b) se o parecer do técnico estiver errado e se o autarca der um despacho em sentido igual, a responsabilidade recai somente sobre o técnico, ficando isentado o autarca; c) mas se o parecer técnico estiver certo e o autarca der um despacho contrário ou pior ainda, se o autarca não quiser ouvir os serviços competentes, a responsabilidade recai unicamente sobre o autarca, ficando ilibado o técnico.

– Esta é a minha opinião e vale o que vale. Tirem as ilações.

 

 

MIGUEL ALVES
Vice-presidente da Câmara de Santa Cruz

04
Out18

CINEMA NAS SELECÇÕES DE OUTUBRO

antónio veríssimo

CINEMA

Foi a 27 de outubro de 1927 que o cinema mudou para sempre: estreava o filme  O Cantor de Jazz, o primeiro filme sonoro da história do cinema. Nesse dia o mundo do cinema ainda não imaginava a grande revolução que estava a chegar. Mas para muitas estrelas do cinema mudo, foi o pesadelo. A maioria desapareceu, esquecida e abandonada pelos estúdios, onde já só queriam produzir os sonoros. E as estrelas falavam mal ou tinham vozes péssimas. 

Conheça a revolução que marcou o cinema no artigo «Quando o Cinema Aprendeu a Falar», do jornalista Mário Augusto, e que é tema de capa desta edição.

Não perca ainda o artigo «24 Maneiras de o Sal o Deixar Doente», no qual lhe damos conta dos perigos escondidos atrás de alguns hábitos alimentares diários, onde o sal está presente. Defenda-se e proteja a sua saúde.

O ambiente está cada vez mais na ordem do dia, nomeadamente a preocupação com o aquecimento global. Ainda não estamos a salvo mas há muitas tendências positivas a ajudar o ambiente. Leia o artigo «Aquecimento Global – As Boas Notícias». 

Destaco ainda história de Joel de Carteret que, trinta anos depois de ter sido dado para adoção, regressou local onde nasceu para encontrar a mãe biológica. Todos os pormenores no artigo «Encontrar a Minha Mãe».

E como sempre divirta-se com as nossas páginas de humor. 

MÁRIO COSTA

Editor

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