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COMUNICAR E ENVOLVER - Oficina de comunicação livre e global

As notícias. os factos e as opiniões, nacionais e internacionais, nas mais diversas áreas, com gestão de António Veríssimo. Para se sentir sempre informado.

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18
Nov18

ALERTA VERMELHO! ALERTA VERDE! LISBOA 2018

antónio veríssimo

 

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IV Encontros Internacionais Ecossocialistas

Alerta vermelho, alerta verde: dar forma à transformação ecossocialista

Ao olharmos criticamente para as primeiras duas décadas do terceiro milénio, soa o alarme ao vermos que o colapso social não está apenas a equiparar-se, senão a ultrapassar o desastre ecológico. A perda de biodiversidade e a destruição de ecossistemas essenciais atingiu níveis catastróficos, o planeta está na trajectória para aquecer bem acima do limite dos 2ºC, a poluição torna-se sistémica em todo os cantos da nossa Terra, vemos doenças que julgávamos extintas a voltar, ao mesmo tempo que estamos a perder os nossos bens comuns por todo o mundo para empresas privadas e governos estrangeiros. Actualmente, milhões de pessoas são expulsas das suas casas, das suas terras, locais de trabalho e até dos seus países, sem direito a escolha sobre os seu destino. Como consequência, vemos um renovado aumento da fome, do desemprego e da exclusão social, dando espaço ao aumento da desigualdade e da discriminação, do racismo, do nacionalismo e de atitudes patriarcais, colonialistas e reaccionárias.

As elites políticas e económicas capitalistas transnacionais persistem em tentar remendar as falhas do modelo económico capitalista industrial com falsas soluções tecnológicas e de mercado, a que chamam economia verde, desenvolvimento sustentável ou capitalismo natural. Cada nova crise é vista como uma oportunidade por estas elites para aumentar a financeirização, a militarização e a privatização de bens e serviços públicos.

Nada está a ser feito para resolver as duas principais contradições do capitalismo: a exploração dos mais importantes elementos produtivos – as pessoas e a Natureza. Sob a hegemonia capitalista industrial o que estamos a produzir, reproduzir, distribuir e consumir, em vez de progresso, é um profundo desenraizamento e a destruição dos próprios meios materiais e culturais que sustentaram as civilizações humanas.

Desde 2014 que colectivos ecossocialistas, ecofeministas, camponeses, sindicatos, movimentos sociais e organizações políticas se têm encontrado para imaginar colectivamente e pôr em marcha uma alternativa ecossocialista ao actual paradigma  económico destrutivo. O Ecossocialismo, como crítica social teórica e prática, propõe-se a tarefa dupla de desmantelar o capitalismo, o produtivismo e a desigualdade, ao mesmo tempo que constrói as alternativas que possam produzir a justiça eco-social. Procura atingir a sua missão ao abordar questões críticas dos objectivos da economia e do trabalho, da produção e reprodução social, da propriedade dos meios de produção, a partilha dos bens comuns e os processos de decisão democráticos e solidários, tendo sempre em conta a restauração dos nossos ecossistemas fragilizados.

As pessoas que se propõe organizar a quarta edição dos Encontros Internacionais Ecossocialistas, em conjunto com as anteriores organizações das edições no País Basco, Espanha e Suíça, apelam à participação de colectivos, movimentos sociais, sindicatos, organizações políticas, investigadores, trabalhadoras, precários, desempregadas e todas as pessoas que se identifiquem com o ecossocialismo para juntarem forças e mentes na construção de uma práxis ecossocialista para as transformações sociais e o Bem Viver para todas as pessoas da Terra. 

Esperamos vê-las em Lisboa de 23 a 25 de Novembro!

Primeiras subscrições:

João Camargo, Lanka Horstink, Lúcia Fernandes, Ana Rita Antunes, Sinan Eden, Pedro Cardoso, Hugo Mota, Carlos Teixeira, Eugénia Santa Bárbara, João Costa, José Janela, Morgane Masterman, Martin Winiecki, Paula Sequeiros, Gil Penha-Lopes, Mónica Rocha, Guilherme Luz, Juan Tortosa, Iñaki Barcena, Christine Poupin, Alfons Pérez, Pascoe Sabido, Kevin Buckland, Mari Ver, Noura Elouardi, Manuel Lodeiro, Yolanda Picano, Alba del Campo, Manuel Gari Ramos, Jone Extxeberria, Jorge Reichmann, Daniel Tanuro, Mathieu Le Quang, Samuel Martín-Sosa, Nnimmo Bassey, Lucile Daumas, Tom Kucharz, Rommy Arce, Michael Lowy, Emilio Santiago, Luis Gonzalez Reyes, Yayo Herrero, Paca Blanco, Juanjo Álvarez, Dominique Malvaud, Christophe Aguiton, Vincent Gay, Jaime Pastor, Judith Carreras, Adrián Almazán, Zoe Arcanio, María Eugénia Palop, Javier Andaluz, Carmen Madorrán, Elizabeth Peredo, José Luís Garcia, Begoña Dorronsoro, Esther Vivas

LOCAL: ESCOLA SECUNDÁRIA DE CAMÕES, PRAÇA JOSÉ FONTANA, LISBOA

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ORGANIZADORES:

CLIMÁXIMO

ZERO

SOS RACISMO

GAIA

LIVRE

PRECÁRIOS INFLEXÍVEIS

ACADEMIA CIDADÃ

MAS

PENICHE LIVRE DE PETRÓLEO

40 CES

BLOCO DE ESQUERDA

 

 

18
Nov18

24 novembro: Festa do Software Livre Moita 2018

antónio veríssimo

O LIVRE estará representado na Festa do Software Livre Moita 2018, organizada pela ANSOL – Associação Nacional para o Software Livre. Tiago Charters de Azevedo, em representação do LIVRE, participará numa mesa redonda sobre “Software Livre e o papel do Estado Mesa Redonda”, no dia 24 de novembro, às 17:20, com Marcos Marado (ANSOL), Gustavo Homem (ESOP), Rui Lopo (CDU), um/a representante do BE e um/a representante do PAN.

A Festa do Software Livre, que decorre no Pavilhão Municipal de Exposições da Moita, é “um espaço para palestras, demonstrações, workshops, informação, hackatons, instalação de software livre nos computadores dos visitantes, animação com música e dança ao vivo e outras atrações”.

O programa completo está disponível em http://moita2018.softwarelivre.eu

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10
Nov18

OPINIÃO: ESCANDALOSAMENTE CHOCANTE

antónio veríssimo

1) Há empresas de Restauração Coletiva, que convocam cozinheiras para "formação", mas o principal objetivo é convencer as trabalhadoras a subtrair alimentos às ementas, bem como, reduzir nas doses necessáriamente corretas e previstas, para as crianças e jovens, e, deste modo, serem compensadas com prémios em função dos objetivos.
É por demais conhecida esta prática de assédio junto das cozinheiras, muitas vezes pressionadas para evitar colocar, saladas ou legumes, nas ementas pré-definidas.
2) Recentemente, numa escola EB23 em Guimarães, verificou-se um acidente com uma fuga de gás, com intervenção policial e o tratamento hospital de 2 trabalhadoras, por inalação de gás. As trabalhadoras estiveram durante 7 dias de seguro, e, não só, não receberam o dinheiro do seguro como não receberam as despesas associadas.
3) Foram entregues a 2 instituições, uma lista de 39 escolas; primárias, eb23 e secundárias, com trabalhadoras a fazererm horários ilegais, ou seja, que contrariam os princípios do estabelecido do "Caderno de Encargos". Não é uma, duas ou três trabalhadoras, mas, mais de 40 que se encontram em tais condições.
4) Alguns considerandos!
Os factos mencionados, relatam uma triste realidade, realidade factual, que se acumula há decadas, perante a insensibilidade e passividade, da grande maioria da população por manifesto desconhecimento.
No ponto 1º, tais atos, devem encher de indignação todos quantos comungam de bom senso. É uma ofensa à dignidade de quem trabalha e faz o seu melhor e um atentado à dignidade das nossas crianças e jovens.
Quanto ao ponto 3º, as empresas concessionárias, após assinatura do acordo do "Caderno de Encargos", tudo fazem para imobilizar, partes importantes, designadamente, no plano laboral. Desde logo pela subtração do número de trabalhadores, das respetivas equipas e na redução do horário de trabalho. O restrito "cartel" de empresas que controlam esta atividade, tomam esta atitude, para satisfazer os valores de 1€ e pouco relativamente a cada refeição, cnfecionada. Para satisfazer os seus ganaciosos desejos pela maximização de lucros, subtraiem nos alimentos e na carga horária dos trabalhadores.
Porque será que se criou ao longo dos anos, o mito, (mito ou realidade?) que a comida da cantina não é boa?
Este "cartel" de empresas é responsável pela confeção em; escolas, universidades, estabelecimentos prisionais, lares, cantinas e refeitórios de empresas públicas e privadas em todo o país. Fornecem cerca 300 milhões de refeições por ano em 16 mil locais em todo o país, com um volume de negócios de mais de MIL MILHÕES de €uros. Como podemos ver é um gigante todo poderoso, quase intocável, do ponto de vista da fiscalização; ACT, ASAE, Ministérios, Camâras Municipais...Governos!
É sabido que as cantinas escolares desperdiçam cerca de 1 milhão de refeições durante o ano letivo. Também sabemos que é obrigatório a formação aos seus trabalhadores e esta não existe.
Segundo recomendações do Ministério da Educação, as escolas devem ser um veículo importante para desenvolver a educação alimentar das crianças associado ao meio familiar.
Não se entende, portanto, estes procedimentos das empresas concessionárias e muito menos o assédio voraz às trabalhadoras cozinheiras para a retirada de ingredientes.
Não se entende, também, que com muita regularidade se proceda a alterações às ementas, muitas vezes substituídas por confeção realizadas à pressa com produtos ainda congelados.
O refeitório têm uma enorme importância no dia a dia das crianças e jovens, passando uma parte significativa do seu dia na escola. É sabido que muitos deles comem uma única refeição quente durante o dia e cabe à escola assegurar a responsabilidade de oferecer refeições tanto quanto saudáveis, equilibradas e seguras do ponto de vista nutricional.
Reitero, o que aqui disse há bem pouco tempo, apenas com uma correção. Quando disse que há "um profundo desconhecimento das bancadas dos eleitos municipais e até vereadores, embora, reconheça, mais numas que outras", aqui ou em qualquer parte do país, quero retificar, para dizer, que existe uma enorme insensibilidade e um profundo desconhecimento, relativamente a estas matérias, de uma forma geral. Ninguém acredita! Aqui fica pois, o desafio, a quem quer que seja, para tomar em mãos a decisão da iniciativa e fazer destas e de outras denúncias, o que há vários anos o faço sem parar.

MÁRIO MOREIRA

Chefe de Cozinha, Guimarães

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