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Contra a “precariedade” e “falta de pessoal”: trabalhadores não docentes das escolas fazem greve amanhã

Maio 03, 2018

antónio veríssimo

 

Estruturas sindicais afetas à CGTP e à UGT conjugam esforços em greve agendada para amanhã e que "poderá ser a maior de sempre das escolas portuguesas". Por seu lado, a FENPROF tem hoje uma audição no Parlamento e uma reunião no Ministério da Educação.

Primeiro foi a Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, afeta à CGTP, a anunciar que os trabalhadores não docentes das escolas públicas vão fazer greve no dia 4 de maio. Entre os motivos de greve apontados destacam-se a falta de funcionários, sobrecarga de trabalho e recurso ao emprego precário. Depois foi a Federação de Sindicatos da Administração Pública e a Federação Nacional de Educação, afetos à UGT, a entregarem também um pré-aviso de greve para o mesmo dia. Com reivindicações quase similares, nomeadamente o restablecimento da carreira e a vinculação aos quadros dos trabalhadores precários.

A greve dos trabalhadores não docentes poderá ser a “maior de sempre das escolas portuguesas”, alertou a Federação Nacional da Educação no dia 20 de abril, sublinhando que a maioria dos funcionários ganha o salário mínimo e que há milhares com contratos precários. No dia 4 de Maio, os trabalhadores não docentes fazem greve contra a falta de pessoal nas escolas, a precariedade, os baixos vencimentos e as condições da carreira. Exigem o regresso de uma carreira especial interrompida há uma década. Num universo de cerca de 30 mil trabalhadores, “a esmagadora maioria ganha o salário mínimo”, lamentou José Abraão, secretário-geral da Federação de Sindicatos da Administração Pública.

“É preciso evitar o que é hoje ridículo: Ter trabalhadores com 10, 15 e 20 anos de trabalho a ganhar 582 euros que só deverão ter uma alteração remuneratória lá para 2020 ou 2021”, criticou Abraão, sublinhando que esta situação “agrava a desmotivação e todos os problemas de empobrecimento lento destes trabalhadores que, todos os dias, estão ao serviço das escolas e dos alunos”. Abraão disse também que as reivindicações dos trabalhadores são justas e por isso a adesão à greve será elevada. Resultado: “Milhares de escolas vão fechar”, disse. No mesmo sentido apontou o secretário-geral da Federação Nacional de Educação, João Dias da Silva, ao dizer que poderá ser “a maior greve de sempre das escolas portuguesas”.

FENPROF no Parlamento e no Ministério da Educação

Hoje é um dia muito preenchido para a Federação Nacional dos Professores (FENPROF). Durante a manhã vai marcar presença no Parlamento, na Comissão de Educação e Ciência, para uma audição no âmbito da petição que solicita “a celebração do Contrato Coletivo de Trabalho para o Ensino Particular e Cooperativo que respeite o estipulado na Lei de Bases e o Estatuto do Ensino Particular e Cooperativo”. Nessa audição, a FENPROF será representada pelos professores Graça Sousa, Anabela Sotaia, Júlia Vale e Fernando Vicente.

Segue-se uma reunião no Ministério da Educação, ao início da tarde, “em que o debate se centrará em dos dos principais fatores do desgaste que afeta os professores em Portugal: horários de trabalho e envelhecimento”, de acordo com um comunicado emitido ontem pela FENPROF. “Esta não poderá ser uma reunião para marcar calendário, terá de ter conteúdo e dela resultarem processos negociais com vista a: introduzir no despacho de organização do próximo ano letivo as alterações necessárias para que o horário de trabalho seja de, efetivamente, 35 horas semanais; criar um regime específico de aposentação, reconhecidamente indispensável, tendo em conta a situação de envelhecimento a que chegou o corpo docente das escolas”.

GUSTAVO SAMPAIO

JORNAL ECONÓMICO

 

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