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25/05/18

Livro “Morrer com dignidade - a decisão de cada um” foi apresentado na quarta-feira

Perante uma audiência que contou com vários quadrantes políticos, a apresentação esteve a cargo de Ana Jorge, José Eduardo Martins e Gilberto Couto.

Rui Couceiro, editor da Contraponto, chancela da Bertrand responsável pela publicação da obra, começou por ler uma nota escrita por João Semedo, organizador da obra e ex-coordenador do Bloco de Esquerda, que não pôde estar presente por motivos de saúde, agradecendo-lhe pelo esforço em prol do planeamento e da publicação da obra em “tempo recorde”.

Ana Jorge considerou que “esta discussão vem dar mais atenção aos cuidados paliativos, coloca-os na discussão pública”. “Considero que a morte assistida tem de ser bem regulada e acompanhada.”, afirmou, antes de dizer à plateia que “acompanhar este livro foi de enorme enriquecimento pessoal e profissional”. “Penso que, aconteça o que acontecer, a sociedade não vai ficar igual e esta obra é um contributo para o exercício da cidadania e para o respeito da dignidade humana”, terminou.

José Eduardo Martins começou por agradecer ao João Semedo, “materializado neste livro, mas sobretudo neste processo, numa causa de cidadania”. “Este livro não é neutro, é feito por pessoas que acreditam que este problema merece ser tratado pela sociedade, que tem os seus representantes, os deputados na Assembleia da República” e que este assunto não deve ser “matéria de referendo”. “O fim da vida implica também a dignidade de negar a sedação, esse fim de vida merece ser determinado pela minha vontade, e quem ajuda não deve ser preso por isso”, afirmou.

Gilberto Couto, em representação do movimento “Direito a morrer com dignidade”, terminou por fazer uma referência a duas das pessoas que fundaram o movimento: Laura Ferreira dos Santos, filósofa, e João Ribeiro Santos, médico, entretanto falecidos.

ESQUERDA

livro_morrercomdignidade.jpg

 

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