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03/05/18

PRIMEIRO DE MAIO EM LISBOA LEMBRA LULA E MARIELLE

O dia 1º de maio em Portugal foi comemorado com atos em todo o país. Só em Lisboa, uma grande marcha, organizada pela CGTP – Central Única dos Trabalhadores Portugueses, reuniu milhares de pessoas.

Iniciado na praça Martim Moniz, o desfile foi animado por uma batucada como comissão de frente, seguida por sindicatos, divididos por blocos. Houve concentrações em outros locais da cidade, que se uniam à caminhada durante o percurso, aumentando cada vez mais o número de participantes no ato, que contou com a presença do secretário geral do Partido Comunista Português, Gerônimo de Souza, junto às diversas organizações e movimentos sociais.

Havia, também, um grande público presente assistindo aos trabalhadores desfilarem e engrossando o coro por mais direitos. A manifestação terminou com uma grande festa na Alameda Afonso Henriques , com barracas de inúmeros sindicatos, comidas e bebidas, para as trabalhadoras, trabalhadores e suas famílias durante toda a noite.

O Coletivo Andorinha esteve presente, bem como o Núcleo PT Lisboa, e durante todo o trajeto bradou palavras de ordem, como “Lula Livre, Marielle vive!”, “ô Sérgio Moro, preste atenção, a nossa luta é mais forte que a prisão”, entre outras.

Samara Azevedo, do Coletivo Andorinha, lembrou, em sua fala, de uma das razões do golpe – a reforma trabalhista do Temer, que retirou diversos direitos das trabalhadoras e trabalhadores. Entre elas, a permissão das grávidas trabalharem em postos insalubres; os acordos individuais, entre patrão e empregado, valerem acima do legislado (como se as duas partes tivessem a mesma força na hora da negociação); a pausa de almoço reduzida a 30 min no mínimo (na lei anterior era 1h); a criação da categoria de “trabalho intermitente”; a retirada da isenção dos custos processuais dos trabalhadores que acionem a Justiça do Trabalho, sendo obrigados inclusive a pagar “danos” ao empregador em caso de derrota (o que na prática, intimida quem está em busca de seus direitos na justiça); a permissão de jornadas de 12 horas (na lei eram 8h por dia, com no máximo 2h extras)¹.

Na concentração, o Núcleo PT Lisboa aproveitou para lançar a campanha internacional Cartas para Lula.

Ao contrário do que costumamos assistir no Brasil, não havia presença de forças policiais a fim de coibir a manifestação.

Vídeos, Bruno Falci; texto, Bruno Falci e Maíra Santafé; foto, Samara Azevedo.

A marcha foi transmitida do vivo pela página dos Jornalistas Livres.

BRUNO FALCI

LULA6.png

 Foto de SAMARA AZEVEDO

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