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Projecto "Gândara Tour Sensations" apresentado: “Vamos aproveitar as sensações que a Gândara nos transmite”

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O projecto “Gândara TourSensations” foi, ontem, apresentado, na Casa Museu, em Santo António de Vagos. O projecto, que viu a sua candidatura aprovada à Linha de Apoio à Sustentabilidade do Turismo de Portugal, tem como ambição estruturar uma rede de unidades de alojamento local ancorada nas Casas Gandaresas, integrando-a nas ofertas turísticas da região. Promovido pelas três autarquias do “coração” da Gândara – Vagos, Mira e Cantanhede -, o “Gândara TourSensations” é liderado pelo município vaguense e coordenado tecnicamente pela Universidade de Aveiro (UA), pretendendo aprofundar o conhecimento sobre a cultura gandaresa, mais especificamente sobre a Casa Gandaresa. Pretende-se, segundo os seus responsáveis, “criar a base para um processo sustentando de preservação e valorização destes activos, conferindo-lhes novas valências e funções, no âmbito particular das actividades turísticas”. O projecto, que começará a ser implementado no próximo mês de Setembro, deverá ser executado num prazo de dois anos. O seu valor total ronda os 287 mil euros, sendo financiado, em 80 por cento, pelo Turismo de Portugal.

Esta foi, segundo o Vereador Fernando Madeira disse à reportagem do Jornal Mira Online"a primeira pedra para a execução de um projeto que acontecerá ao longo de três anos".

A inventariação, a classificação, a criação de um roteiro, de uma marca, de um site e de uma app, são pedras basilares deste projeto que está a ser arquitetado há cinco anos (tempo este, que levou a espera do financiamento necessário do Turismo de Portugal).

Helena Teodósio, Raul Almeida e Silvério Regalado explicaram à reportagem que "os três municípios têm a preocupação de ainda poder salvar a casa gandaresa". Através do suporte da Universidade de Aveiro "está a ser feito todo um levantamento da realidade e, assim, partiremos ao encontro da preservação e a consequente readaptação à estas casas que têm uma especificidade bastante própria".

Ainda segundo o raciocínio autárquico, "mais vale preservar e conservar estas casas, que deixá-las cair aos bocados... acontecerão financiamentos para que os proprietários possam preservá-las... e, com elas, toda uma longa tradição regional" . Desta forma, "o turismo aposta como promotor da região, criam-se rotas e potencialidades, acarretando benefícios em muitas vertentes, tais como a gastronomia, os vinhos, a tradição de bem receber que são importantes "motores" da dinamização desta oferta a nível nacional e internacional. Em suma, este projeto tem tudo para oferecer um produto turístico de excelência".

Dina Ramos e Carlos Costa, pela Universidade de Aveiro afirmaram, na apresentação, que este projeto nasceu de uma questão quase absurda: "o porquê das pessoas virem às nossas praias e acabarem por não visitar as localidades dos nossos Concelhos". E, desta simples questão, veio a necessidade de, nos dias que correm, dar-se "novas funções à casa gandaresa, fazer-se uma aprofundada investigação científica, dialogar com agentes locais e a comunidade em geral, para além de ações de sensibilização, captação e formação"no sentido de que oGândara Tour Senstaions tenha, como resultado final, o êxito que todos dele esperam. Mas, ficou para o final, a nova meta (sim, este Projeto pode alargar horizontes...): a pergunta feita por Dina Ramos ficou no ar e todos, incluindo os Presidentes de Câmaras, concordaram: "Não podemos deixar de, mais para a frente, olharmos para os Palheiros... eles também fazem parte desta rica cultura gandaresa!".

 

 

DIÁRIO DE AVEIRO

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